Transcrição de audiência por IA: o que muda para o escritório

Tribunais como TJPA, TJSP e TST já usam IA para transcrever audiências. Veja o que muda no escritório e como comunicar essa tendência antes dos concorrentes.
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Por Marcio Caldas

CEO da MAB - Marketing para Advogados Brasil · 25 anos de marketing digital, web e design, graduado em direito e especialista em marketing jurídico.

Artigo atualizado em: 09/09/2026 14:05

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transcrição de audiência por IA
30 minutos de leitura

A transcrição de audiência por IA deixou de ser promessa de congresso de tecnologia e virou rotina em tribunais brasileiros. Em 2026, pelo menos quatro tribunais diferentes já noticiaram, oficialmente, o uso de inteligência artificial para transcrever audiências gravadas.

Isso muda alguma coisa para o seu escritório? Muda, mas não do jeito que a maioria dos advogados está pensando. Não é sobre trocar de ferramenta. É sobre o que essa mudança sinaliza e como o escritório se comunica sobre ela.

Este artigo não é um manual de como usar uma ferramenta de transcrição de audiência por IA. É sobre o que essa tendência representa para a imagem, a comunicação e o posicionamento digital de um escritório, e por que quase nenhuma agência de marketing jurídico está falando sobre isso ainda. Quem entende o contexto regulatório e institucional por trás dessa mudança larga na frente de quem só repete manchete de tecnologia sem citar tribunal, norma ou data específica.

Transcrição de audiência por IA é o processo de converter, automaticamente, o áudio ou vídeo de uma audiência gravada em texto escrito, usando modelos de reconhecimento de voz. O que era trabalho manual de horas passou a ser tarefa de minutos.

📊 Pelo menos quatro tribunais brasileiros já confirmaram, em comunicado oficial, o uso de IA para transcrever audiências: TJPA, TJES, TJSP e a Justiça do Trabalho, via nacionalização de ferramenta pelo TST. Nenhum desses dados foi estimado, todos vêm de notícia institucional publicada em 2026.

O motivo de isso ter virado notícia institucional em 2026, e não antes, é regulatório. O Conselho Nacional de Justiça aprovou regras específicas para o uso de inteligência artificial no Judiciário, e isso destravou a adoção institucional em escala.

“Antes da resolução, cada tribunal testava ferramenta de IA por conta própria, sem regra comum. Depois dela, virou política nacional, com prazo, comitê e obrigação de transparência.”

Essa mudança de ritmo é o que separa 2026 de qualquer ano anterior nesse tema: não é mais um projeto-piloto isolado, é uma onda regulatória coordenada, com data de entrada em vigor e mecanismo de fiscalização definidos por norma nacional.

Vale registrar: nem toda ferramenta de transcrição de audiências citada aqui é institucional. Existe também um mercado comercial crescente de produtos vendidos diretamente a advogados, como o PJe Mídias Transcreva Audiências, que promete reduzir o tempo de elaboração de atas de horas para minutos. | EXCECAO: produto comercial, fonte primária dos dados de preço citados adiante, sem página institucional equivalente.

“A Inteligência Artificial nunca substituirá a análise da prova, que sempre será do juiz.”

A frase acima é de Francisco Eduardo Loureiro, presidente do TJSP, no lançamento do Projeto IA TJSP, em maio de 2026. Ela resume o limite que todo tribunal está deixando claro: a IA transcreve, organiza e agiliza. A decisão continua sendo humana.

Os tribunais brasileiros que já confirmaram o uso de IA na transcrição

📋 O que já está confirmado, tribunal por tribunal, em 2026:

Também há registro do TJPI acelerando a transcrição de processos judiciais com IA, e da Justiça do Trabalho no Paraná testando IA para transcrição de audiências e sessões.

Não é mais um tribunal isolado testando tecnologia: é um movimento institucional coordenado, com regra própria do CNJ por trás.

Para o escritório, o dado relevante não é qual sigla de tribunal usa qual sigla de ferramenta. É que transcrição de audiência por IA deixou de ser exceção e virou política pública de Judiciário, com respaldo normativo explícito e verificável.

O que diz a Resolução CNJ 615/2025 sobre transcrição de áudio

A Resolução CNJ nº 615/2025, publicada em 14 de março de 2025 e em vigor desde então, estabelece as diretrizes de desenvolvimento, uso e governança de soluções com inteligência artificial em todo o Poder Judiciário brasileiro.

Ela classifica as aplicações de IA por nível de risco. Transcrição de áudio entra formalmente na categoria de baixo risco, ao lado de rotinas processuais, detecção de precedentes e análises estatísticas. Decisão judicial e valoração de prova ficam na categoria de alto risco.

“Informar aos usuários externos, de maneira clara, acessível e objetiva, sobre o uso de inteligência artificial.”

Essa exigência de transparência está no Artigo 33 da resolução. Baixo risco não é sinônimo de “sem regra”: o Judiciário precisa avisar quando uma ferramenta de IA está envolvida no processo, mesmo em tarefa simples como transcrição.

Essa resolução não nasceu isolada. Ela atualiza princípios já previstos na Resolução CNJ nº 332/2020, a primeira norma nacional sobre uso de inteligência artificial no Judiciário, publicada ainda em 2020.

E ela não foi escrita sem a advocacia na mesa. A própria OAB confirmou sua participação na construção da nova norma do CNJ, o que dá um argumento institucional real para o escritório usar ao explicar o tema para clientes.

  • Baixo risco: transcrição de áudio, rotinas processuais, análises estatísticas
  • Alto risco: decisões judiciais, valoração de provas, tipificação de crimes
  • Proibido, sem exceção: soluções que não permitam revisão humana
  • Proibido, sem exceção: sistemas que avaliem traços de personalidade para prever comportamento

PJe Mídias e o mercado comercial de transcrição de audiências

Ao lado da adoção institucional, existe um mercado comercial vendido diretamente para advogados. O produto PJe Mídias Transcreva Audiências automatiza o download do vídeo de audiência do sistema PJe e gera a transcrição de forma automática.

📊 Segundo a própria página comercial do produto, o tempo de elaboração de uma ata de audiência cai de 3 a 4 horas para menos de 10 minutos. O produto é vendido com licença vitalícia, sem mensalidade, por R$ 397,00 à vista (preço promocional de um valor original de R$ 697,00, ou em até 12 parcelas de R$ 41,06).

Esse tipo de ferramenta não substitui a decisão institucional dos tribunais descrita acima, mas mostra que a demanda por transcrição de audiências rápida já chegou ao dia a dia da advocacia, não só ao gabinete do juiz.

O ponto de atenção aqui não é técnico, é de comunicação: quase nenhum escritório está falando sobre isso publicamente, seja no site, seja nas redes sociais, mesmo que já use ou esteja avaliando esse tipo de ferramenta internamente.

Isso conecta diretamente com temas já centrais na produção de conteúdo de escritórios de advocacia, como mostram os artigos sobre IA jurídica e sobre se a inteligência artificial vai substituir advogados, ambos disponíveis na leitura complementar logo abaixo.

Uma janela de oportunidade de marketing, não só de operação

Aqui está o ponto central deste artigo. A conversa pública sobre transcrição de audiência por IA hoje é dominada por dois grupos: os próprios tribunais, em nota institucional, e fornecedores de ferramenta, em página de venda.

O que falta, e é exatamente o espaço que um escritório bem posicionado pode ocupar, é conteúdo explicando o que essa mudança significa para quem contrata advogado: mais agilidade processual, mais transparência sobre o que aconteceu na audiência, e um Judiciário que está, de fato, se modernizando.

“Quem comunica primeiro uma tendência real de mercado não parece estar seguindo modismo, parece estar liderando a conversa.”

Isso é o oposto de comunicar tecnologia por comunicar. É pegar um fato institucional verificável, como o lançamento do Transcreve TJSP, e transformar isso em prova concreta de que o escritório acompanha, de perto, como a Justiça brasileira está mudando, sem precisar inflar o fato com adjetivo que a própria fonte oficial não usou.

Um escritório que publica sobre isso hoje, com fonte real e sem exagero, aparece meses antes da concorrência em buscas relacionadas ao tema, exatamente o tipo de vantagem de ser o primeiro a comunicar que raramente aparece em nichos jurídicos tão específicos quanto este.

Como comunicar essa tendência para clientes e prospects

📋 Três pontos que funcionam bem em conteúdo institucional sobre este tema:

  • A audiência continua sendo a mesma, com juiz, partes e testemunhas. Só o registro em texto ficou mais rápido.
  • A decisão do processo continua sendo humana, do juiz, nunca da ferramenta de transcrição de audiência por IA.
  • O escritório acompanha as mudanças reais do Judiciário brasileiro, não tendências genéricas de tecnologia.

Um bom canal para isso é o mesmo já usado para outros temas de atualização jurídica: LinkedIn, um artigo no blog institucional do escritório, ou um vídeo curto explicando o tema em linguagem acessível para o cliente final.

O erro mais comum aqui é tratar o tema como “novidade de tecnologia” isolada, sem conectar com o que o cliente realmente sente: processo mais rápido, mais transparência, menos espera por uma ata de audiência. Conectar o fato técnico ao benefício percebido pelo cliente é o que transforma uma notícia institucional em conteúdo que realmente comunica valor.

Um escritório que já usa outras frentes de IA no dia a dia, como ChatGPT, Claude ou Copilot (todos com panorama próprio na leitura complementar deste artigo), tem ainda mais argumento real para comunicar que também acompanha a transcrição de audiências por IA como parte natural dessa mesma frente de modernização.

transcrição de audiência por IA

LGPD e a proteção de dados na transcrição de audiências

Toda transcrição de audiência envolve dado pessoal, às vezes dado sensível: nome de parte, testemunha, detalhes de vida privada relatados em depoimento. Isso coloca o tema diretamente sob a Lei Geral de Proteção de Dados.

A própria Resolução CNJ 615/2025 trata isso como fundamento explícito: toda solução de IA usada pelo Judiciário precisa respeitar proteção de dados pessoais e segredo de justiça, sem exceção nenhuma.

📊 Isso vale também para ferramenta comercial usada pelo escritório. Se o advogado usa um produto de transcrição por conta própria, o tratamento dos dados da audiência, que envolve terceiros, não só o cliente, segue as mesmas obrigações da LGPD, com a ANPD como autoridade fiscalizadora.

Isso conecta com um princípio mais amplo do direito digital brasileiro, presente desde o Marco Civil da Internet: uso de tecnologia não suspende direito, soma responsabilidade a mais para quem manuseia o dado. Isso vale para o tribunal que roda a ferramenta institucional e vale igualmente para o escritório que opta por usar um produto comercial equivalente.

Para o marketing do escritório, isso é argumento, não obstáculo: comunicar que a transcrição de audiência por IA é usada com cuidado de proteção de dados reforça a imagem de escritório sério, não de escritório que corre atrás de modismo tecnológico sem responsabilidade.

O que o Provimento 205/2021 permite dizer sobre este tema

Falar sobre transcrição de audiência por IA em conteúdo de marketing jurídico precisa respeitar o Provimento 205/2021 da OAB, que regula publicidade e informação da advocacia no Brasil.

O provimento permite informar, com transparência, sobre tecnologia e processo de trabalho do escritório. O que ele proíbe é a promessa de resultado e o superlativo não comprovável, como “o escritório mais avançado em IA do Brasil”.

Informar é diferente de prometer. E é exatamente essa linha que separa um bom conteúdo institucional de uma peça de publicidade arriscada.

Na prática, isso significa: pode-se dizer que o escritório acompanha a adoção de IA pelos tribunais e usa ferramentas de transcrição no fluxo de trabalho. Não se pode dizer que é o único que domina essa tecnologia sem prova concreta e comprovável disso.

Essa mesma cautela é boa prática de conteúdo, independente da regra da OAB: afirmação exagerada tende a performar pior em cliques do que uma afirmação específica e verificável, porque o leitor já filtra o excesso de superlativo automaticamente.

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O que isso sinaliza sobre a digitalização do Judiciário brasileiro

O ponto mais importante deste artigo, para quem lidera um escritório, não é a ferramenta. É o sinal por trás dela: o Judiciário brasileiro está avançando, de forma coordenada, numa política nacional de inteligência artificial, com regra própria, comitê e cronograma real. Escritórios que entendem esse pano de fundo comunicam o tema com mais precisão do que quem só reage a manchete isolada de tribunal, sem contexto normativo por trás.

Isso é parte de um movimento maior, que inclui a Plataforma Sinapses do CNJ, hub nacional de soluções de IA para o Judiciário, e eventos institucionais como o IAJus 2026, encontro de integração em inteligência artificial do Judiciário.

Houve inclusive um evento de lançamento de inovações de IA no CNJ, reunindo tribunais de diferentes estados para apresentar suas soluções, entre elas ferramentas de transcrição de audiências.

“O Judiciário brasileiro não está testando IA isoladamente. Está construindo uma política nacional, com norma, comitê e cronograma.”

Para o escritório, entender esse contexto maior é o que separa um post genérico sobre IA no Direito de um conteúdo realmente informado, que cita a norma certa, o tribunal certo e a data certa.

Os riscos de um posicionamento errado sobre IA e Judiciário

🔍 Três erros recorrentes em conteúdo malfeito sobre este tema:

  • Tratar IA no Judiciário como fato genérico, sem citar tribunal, norma ou data real.
  • Prometer resultado processual mais rápido “por causa da IA”, o que o Provimento 205/2021 não permite.
  • Confundir transcrição, tarefa de baixo risco, com decisão judicial, de alto risco, o que é tecnicamente incorreto.

O maior erro de comunicação neste tema é o exagero. Dizer que a transcrição de audiência por IA vai “revolucionar” o processo, ou prometer velocidade que o próprio tribunal não confirma, cria expectativa que o escritório não controla, e que pode se voltar contra a imagem do escritório assim que o cliente perceber a diferença entre o discurso e a realidade do andamento processual.

O erro de confundir transcrição com decisão é comum e evitável: nenhuma ferramenta de transcrição decide processo, ela só transforma áudio em texto. Misturar os dois níveis, no conteúdo do escritório, compromete a credibilidade de quem escreveu.

O antídoto para os três erros é o mesmo: citar a fonte real, tribunal por tribunal, norma por norma, sem generalizar. É basicamente o que este artigo faz, e é replicável em qualquer peça de conteúdo institucional do escritório, seja um post curto de rede social, seja um artigo mais longo de blog, seja um vídeo explicativo gravado para o cliente final.

GEO e AEO: por que este tema tende a ser citado por assistentes de IA

Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity, ao responderem perguntas sobre transcrição de audiência por IA no Brasil, tendem a priorizar fontes com dado verificável, atribuição clara e informação que nenhuma outra página já cobriu do mesmo jeito.

📈 Esse mesmo princípio já foi confirmado na prática em outro nicho do site da MAB: páginas de comparação com dado numérico real tendem a concentrar mais impressão em respostas de IA do que páginas genéricas, segundo levantamento próprio do Search Console.

Um conteúdo que cita tribunal, data e norma específica, como este artigo faz com TJPA, TJES, TJSP e a Resolução CNJ 615/2025, tem exatamente o perfil que essas ferramentas de IA generativa preferem citar, porque reduz a chance de repetir um fato genérico já disponível em qualquer lugar.

Isso não é coincidência, é o mesmo mecanismo: informação nova e verificável sobrevive melhor à síntese de um assistente de IA do que um texto reescrito com outras palavras sobre o que todo mundo já disse. É também o mesmo motivo pelo qual este artigo prioriza data, sigla de tribunal e número de resolução em vez de generalização confortável sobre “avanço da tecnologia no Judiciário”.

Ver também GEO para advogados, sobre como aparecer nas respostas de assistentes de IA, e o panorama de ferramentas como Jusbrasil IA e Escavador jurídico, que seguem a mesma lógica de dado verificável, todos disponíveis na leitura complementar deste artigo.

O papel da agência de marketing jurídico nessa conversa

Um escritório não precisa virar especialista em regulação de IA para comunicar bem este tema. Precisa de quem acompanhe a notícia institucional, filtre o que é fato confirmado do que é especulação, e transforme isso em conteúdo dentro das regras da OAB, sem depender do tempo do próprio sócio para fazer essa curadoria toda semana.

É esse o trabalho de uma agência de marketing jurídico: não inventar tendência, e sim identificar qual tendência real já tem prova concreta o bastante para virar conteúdo com autoridade.

Isso vale tanto para temas como este quanto para qualquer outro sinal de mudança no setor, seja tecnológico, seja regulatório, sempre com a mesma régua: fonte oficial, dado verificável, comunicação dentro do Provimento 205/2021.

Escritórios que já trabalham com produção de conteúdo constante, como mostra o artigo sobre advogados que produzem conteúdo, estão estruturalmente mais preparados para aproveitar uma janela como esta do que quem publica esporadicamente.

O oposto também é verdadeiro: escritórios sem rotina de conteúdo tendem a ficar de fora dessas janelas de oportunidade, o que aparece descrito em detalhe no artigo sobre advogados invisíveis no Google.

O que outras frentes de tecnologia jurídica já mostram sobre esse movimento

📋 Frentes de tecnologia jurídica que já convergem com a lógica da transcrição por IA:

  • Gestão de processos e prazos, resolvida por sistemas como Astrea, Advbox, Projuris e EasyJur.
  • Produção de peças e pesquisa, apoiada por IA generativa como ChatGPT, Claude e Copilot.
  • Automação de tarefa repetitiva, coberta por RPA jurídico e por prompts estruturados de escrita.
  • Registro e organização de audiências, agora acelerado pela transcrição automática tratada neste artigo.

A adoção de transcrição de audiência por IA pelos tribunais não é um caso isolado de modernização. Ela acontece junto com a expansão de outras frentes de tecnologia jurídica que o próprio escritório já usa, ou avalia usar, no dia a dia da operação.

Sistemas como Astrea e Advbox fazem parte do mesmo movimento amplo de digitalização da advocacia brasileira, cobrindo etapas de gestão de processos, prazos e financeiro do escritório que dialogam diretamente com a agilidade que a transcrição automática também entrega. Nenhuma dessas ferramentas substitui a análise jurídica do advogado, da mesma forma que a transcrição por IA não substitui a análise da prova pelo juiz: cada uma resolve um gargalo operacional específico, sem tirar do profissional a parte do trabalho que exige julgamento.

O mesmo vale para Projuris e EasyJur, plataformas que competem no mesmo mercado de gestão jurídica e que, cada uma à sua maneira, também apostam em automação para reduzir tarefa manual repetitiva dentro do escritório.

“A tecnologia jurídica, de forma geral, não compete com o advogado. Compete com a hora que o advogado gastava em tarefa que não precisava ser feita por um humano.”

Um panorama mais completo de software jurídico e de sistema de gestão para escritório de advocacia ajuda a entender onde a transcrição de audiências se encaixa dentro dessa transformação maior, não como peça isolada de tecnologia.

Ferramentas de automação como RPA para advogados seguem o mesmo racional da transcrição automática: menos tempo em tarefa repetitiva, mais tempo dedicado à análise jurídica que realmente exige o julgamento humano do advogado.

O mesmo raciocínio aparece em ferramentas de apoio à escrita, como prompt jurídico para ChatGPT e IA para petição inicial: a tecnologia acelera a produção do texto, mas a estratégia e a revisão continuam sendo trabalho do advogado responsável pelo caso.

Para escritórios que ainda estão decidindo por onde começar entre tantas opções, um comparativo de melhor IA para advogados ajuda a organizar as alternativas disponíveis antes de qualquer decisão de compra. O ponto em comum entre todas essas frentes, incluindo a transcrição de audiência, é reduzir tempo operacional sem reduzir a qualidade da entrega jurídica final.

Como acompanhar as próximas mudanças sem depender de sorte

📋 Um processo simples de monitoramento cobre a maior parte do que importa:

  • Acompanhar publicações do Portal CNJ sobre inteligência artificial no Judiciário.
  • Verificar atualizações de resolução direto na fonte oficial de atos normativos.
  • Monitorar comunicação de tribunais estaduais e regionais do trabalho da própria região de atuação.
  • Registrar cada mudança confirmada em um calendário editorial, com data e fonte, antes de virar conteúdo público.

O ritmo de notícia institucional sobre IA no Judiciário brasileiro é real e crescente. Depender de encontrar uma notícia isolada, sem processo de acompanhamento, é a forma mais comum de chegar atrasado numa tendência como esta.

Isso não precisa ser feito manualmente, todo dia, pelo próprio advogado. É exatamente o tipo de rotina que uma operação de marketing jurídico estruturada, com calendário editorial e pesquisa real por trás, absorve para o escritório.

“Quem monitora a fonte oficial, e não o resumo de terceiros, chega à notícia antes e evita repetir erro de interpretação que já circulou nas redes.”

O resultado prático: quando a próxima mudança relevante acontecer, seja em transcrição, seja em outro uso de IA no Judiciário, o escritório publica sobre isso enquanto ainda é notícia nova, não meses depois, quando o tema já perdeu a força. Esse tipo de disciplina editorial é o que diferencia um escritório que lidera a conversa de um escritório que só reage a ela.

Como transformar essa tendência em conteúdo, sem cometer erro de compliance

📋 Checklist rápido antes de publicar:

  • Todo dado citado (nome de tribunal, número de resolução, preço de ferramenta) tem fonte real e verificável, nunca estimada.
  • Nenhuma promessa de resultado processual é feita, mesmo indiretamente, mesmo com linguagem sutil.
  • Nenhum superlativo não comprovável é usado, mesmo que pareça inofensivo no contexto.
  • A revisão final confirma se cada fonte citada no texto também está listada nas referências bibliográficas.

Antes de publicar qualquer conteúdo sobre transcrição de audiência por IA, vale revisar se o texto respeita três regras simples, que resumem tudo o que este artigo trouxe até aqui sobre compliance de marketing jurídico.

Esse checklist é o mesmo raciocínio usado internamente para decidir o que vira artigo sobre um tema como CRM para pessoa jurídica ou sobre como organizar o escritório de advocacia: fonte primeiro, formato depois.

Um escritório que segue essa régua de forma consistente constrói, com o tempo, o tipo de autoridade que aparece em comparações reais de mercado, como mostra o levantamento sobre os maiores escritórios de advocacia do mundo. Consistência de fonte, não volume de publicação, é o que constrói essa autoridade ao longo do tempo.

Publicidade responsável sobre tecnologia: o que dizer e o que evitar

Comunicar tecnologia no Judiciário exige o mesmo cuidado que qualquer outra peça de publicidade para advogados: transparência sobre o que é fato, sem transformar notícia institucional em promessa comercial disfarçada.

Isso também é parte de uma estratégia maior de posicionamento digital. Um conteúdo bem construído sobre este tema, otimizado com a mesma disciplina de SEO para advogados, tende a captar buscas de clientes curiosos sobre como a tecnologia está mudando o processo deles.

Isso não substitui a pergunta mais direta que todo cliente em potencial faz antes de contratar: quanto custa marketing jurídico e o que realmente está incluso nesse investimento, incluindo produção de conteúdo institucional como este.

Escritórios que avaliam contratar uma agência para isso também costumam pesquisar o mercado a fundo, inclusive lendo relatos sobre quando uma empresa de marketing jurídico não entrega o prometido, exatamente o tipo de cuidado que também vale para escolher que conteúdo publicar sobre tecnologia.

O que os concorrentes ainda não estão fazendo sobre este tema

📈 Três lacunas reais na conversa pública sobre transcrição de audiência por IA no Brasil:

  • Quase nenhum escritório de advocacia comenta o assunto em canal próprio, mesmo os que já usam alguma ferramenta de IA na rotina.
  • A cobertura disponível hoje é majoritariamente institucional (tribunal) ou comercial (fornecedor), faltando a camada de tradução para quem contrata advogado.
  • Poucos textos conectam a transcrição por IA com o compliance do Provimento 205/2021, deixando uma lacuna de conteúdo responsável e ao mesmo tempo estratégico.

Uma leitura rápida do que já está publicado sobre transcrição de audiência por IA no Brasil confirma um padrão: cobertura de imprensa jurídica especializada, nota oficial de tribunal e página de venda de produto comercial. Falta a camada intermediária, que explica o tema para quem não é do Judiciário nem do mercado de legal tech.

Esse tipo de lacuna é exatamente onde um escritório de advocacia bem posicionado, com apoio de uma operação de marketing jurídico estruturada, consegue produzir conteúdo original, que nem o tribunal nem o fornecedor de ferramenta têm motivo comercial ou institucional para escrever.

“O espaço que ninguém está ocupando ainda não é sobre inventar fato novo, é sobre traduzir fato real para quem precisa entender o que ele significa na prática.”

Isso é, na prática, o mesmo princípio de information gain aplicado a este tema específico: não é reescrever o que o tribunal já disse com outras palavras, é somar a camada de contexto, compliance e tradução que, hoje, simplesmente não existe em nenhuma das fontes públicas disponíveis sobre o assunto.

Para o escritório, essa lacuna tem prazo de validade. Assim que mais agências e mais escritórios perceberem o mesmo padrão, o espaço de ineditismo se fecha, e comunicar o tema deixa de ser diferencial para virar apenas mais um conteúdo entre muitos.

O que isso muda, na prática, para o seu escritório hoje

Resumindo o que este artigo levantou: pelo menos quatro tribunais brasileiros já confirmaram, oficialmente, uso de transcrição de audiência por IA. Existe uma resolução nacional específica regulando isso desde 2025. E existe um mercado comercial paralelo vendendo essa mesma capacidade direto para advogados.

Nada disso substitui o julgamento humano do processo. Mas tudo isso já é fato confirmado, não especulação, o que dá ao escritório uma base sólida para comunicar o tema hoje, sem exagero e dentro das regras da OAB. É esse tipo de base, fonte verificável e atual, que separa um conteúdo institucional sério de um post genérico sobre tecnologia que qualquer perfil de rede social também poderia ter publicado.

A oportunidade real não é usar a ferramenta primeiro. É comunicar a mudança primeiro, com fonte certa, antes que o tema vire lugar-comum.

Um escritório que publica sobre isso agora, citando tribunal, norma e data corretos, constrói autoridade sobre um tema que, daqui a alguns meses, vai estar em qualquer conversa sobre modernização da Justiça brasileira, só que sem a vantagem de ter sido dos primeiros a falar sobre ele. Essa vantagem de tempo é exatamente o que separa um escritório que lidera a conversa de um escritório que só a repete meses depois, quando o assunto já perdeu a novidade e a atenção do público já migrou para outro tema.

Se o seu escritório ainda não tem uma rotina de conteúdo capaz de captar esse tipo de janela de oportunidade, fale com quem acompanha isso todos os dias e avalie, com calma, como estruturar essa frente ainda em 2026, enquanto o tema segue novo.

Este artigo foi construído a partir de comunicados oficiais de tribunais brasileiros, da Resolução CNJ 615/2025 e de fontes comerciais públicas, sem nenhum dado estimado ou inventado. Sempre confirme a informação mais recente diretamente com a fonte institucional antes de publicar conteúdo baseado neste tema, já que normas e iniciativas de IA no Judiciário continuam evoluindo ao longo de 2026.

Sobre o autor

Marcio Caldas é graduado em Design Gráfico e em Direito, com 25 anos de experiência em design, web e marketing, incluindo 4 anos de atuação no mercado americano, e passagem de 3 anos pela Pearson (maior empresa de educação do mundo), no cargo de Designer Gráfico Sênior e responsável por todo o redesign da Pearson Channels.

Fundador da MAB, Marketing para Advogados Brasil, dedicada a atender exclusivamente escritórios e advogados brasileiros com mais de 10 anos de mercado, dentro das regras do Provimento 205/2021 da OAB.

Cada artigo publicado pela MAB passa por pesquisa de fonte real antes da publicação, nunca por dado estimado ou inventado, incluindo este guia sobre transcrição de audiência por IA, construído a partir da Resolução CNJ 615/2025 e dos comunicados oficiais de TJPA, TJES, TJSP e CSJT.

Referências bibliográficas

Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Resolução nº 615/2025.

Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Resolução nº 332/2020.

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), notícia sobre participação na nova norma do CNJ para IA no Judiciário.

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Provimento nº 205/2021.

Portal CNJ, notícia sobre aprovação da resolução que regulamenta o uso de IA no Poder Judiciário.

Portal CNJ, notícia sobre nova IA de transcrição de audiências no tribunal capixaba (TJES).

Portal CNJ, notícia sobre IA na transcrição de audiências e sessões na Justiça do Trabalho do Paraná.

Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Portal de Comunicação, notícia sobre lançamento de programa de IA para transcrição de audiências pelo Tribunal Pleno.

Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), notícia sobre nacionalização de solução de transcrição de áudios e vídeos.

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT17), notícia sobre criação da ferramenta de transcrição nacionalizada.

Portal CNJ, notícia sobre revolução digital no TJPI com IA para transcrição de processos.

Portal CNJ, notícia sobre evento de lançamento de inovações de IA para o Judiciário.

Portal CNJ, agenda do IAJus 2026, Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário.

Portal CNJ, página da Plataforma Sinapses, regulamentação de soluções de IA para o Judiciário.

Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), notícia sobre regulamentação da política de uso de inteligência artificial.

Consultor Jurídico (Conjur), reportagem sobre lançamento do Projeto IA TJSP e da ferramenta Transcreve TJSP, com declaração do presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro.

Presidência da República, Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

Presidência da República, Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet).

Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), portal institucional gov.br/anpd.

PJe Mídias Transcreva Audiências, página comercial do produto, com dados de preço, funcionalidades e tempo de execução da transcrição.

Perguntas frequentes sobre transcrição de audiência por IA

É o processo de converter automaticamente, por meio de inteligência artificial, o áudio ou vídeo de uma audiência gravada em texto escrito. A tecnologia reduz de horas para minutos o tempo de produzir uma ata ou transcrição completa, mas não substitui a análise humana da prova, que continua sendo função exclusiva do juiz responsável pelo processo.

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