Advogado e-commerce: como captar clientes no maior mercado digital do Brasil

Advogado e-commerce: guia completo com LGPD, CDC, Marco Civil, dados do mercado de R$ 185 bilhões, jurisprudência do STJ e estratégias de captação digital.
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Por Marcio Caldas

CEO da Caldas Marketing & Design · 25 anos em marketing digital,
graduado em direito e especialista em marketing jurídico

Artigo atualizado em: 26/07/2026 00:25
advogado e-commerce
Advogado e-commerce é o nicho jurídico com um dos maiores potenciais de crescimento no Brasil em 2026 e, simultaneamente, um dos menos explorados pelos profissionais do direito digital. O mercado brasileiro de comércio eletrônico faturou R$ 185 bilhões em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a ABComm, com crescimento de 14% em relação ao ano anterior. São mais de 1,7 milhão de lojas virtuais ativas no Brasil, a maioria delas operando sem assessoria jurídica especializada, sem política de privacidade adequada à Lei nº 13.709/2018, a LGPD, sem termos de uso que protejam o empresário de chargebacks e devoluções abusivas, e sem conhecimento sobre as obrigações estabelecidas pelo Decreto nº 7.962/2013, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor no comércio eletrônico.
Cada uma dessas 1,7 milhão de lojas é um cliente em potencial para o advogado especializado em e-commerce. Diferentemente de outras áreas do direito onde o cliente já sabe que precisa de um advogado, o empresário de e-commerce frequentemente não sabe que precisa de assessoria jurídica até que o problema apareça: uma autuação da ANPD por violação da LGPD, uma ação coletiva de consumidores por prática abusiva, uma notificação do Procon por descumprimento do prazo de entrega garantido pelo Decreto nº 7.962/2013, ou um chargeback em massa que ameaça a conta do gateway de pagamento. O advogado que produz conteúdo digital que educar esse empresário sobre esses riscos antes que aconteçam está captando o cliente no momento em que ele ainda pode ser preventivo em vez de reativo.
Este guia foi produzido para advogados que querem se posicionar como referência em direito do e-commerce no Brasil. Você vai entender o tamanho real do mercado, as principais demandas jurídicas das lojas virtuais brasileiras, a legislação aplicável com letra da lei, a jurisprudência do STJ sobre relações de consumo digital, e as estratégias de marketing jurídico que funcionam especificamente para captar o empresário de e-commerce como cliente.
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O mercado de e-commerce brasileiro: dados que revelam a oportunidade jurídica

Para dimensionar a oportunidade de mercado para o advogado de e-commerce, é necessário entender os números que descrevem o tamanho, o crescimento e a complexidade regulatória desse setor no Brasil.

O faturamento e o volume de lojas virtuais

O mercado brasileiro de comércio eletrônico é o maior da América Latina e o quinto maior do mundo, segundo dados da eMarketer de 2025. Com R$ 185 bilhões faturados em 2024 e projeção de R$ 205 bilhões para 2026, o e-commerce brasileiro cresce em média 12% ao ano desde 2020, impulsionado pela bancarização digital, pela expansão do Pix e pelo crescimento do mobile commerce, que já representa 65% das transações online no Brasil. São mais de 1,7 milhão de lojas virtuais ativas, das quais 73% são microempresas ou pequenas empresas com faturamento anual abaixo de R$ 360 mil, classificadas no Simples Nacional, e que têm as mesmas obrigações jurídicas das grandes redes em relação à proteção de dados dos consumidores, à garantia de devolução e ao prazo de entrega.

A complexidade regulatória que gera demanda jurídica

A operação de uma loja virtual no Brasil está sujeita a um conjunto de normas que se sobrepõem e que a maioria dos empresários de e-commerce desconhece em sua totalidade. O Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, disponível em planalto.gov.br, estabelece os direitos básicos dos consumidores em qualquer relação de consumo, incluindo o comércio eletrônico. O Decreto nº 7.962/2013 regulamenta especificamente o e-commerce, estabelecendo obrigações de informação, atendimento ao consumidor, direito de arrependimento e contratação no comércio eletrônico. A Lei nº 13.709/2018, a LGPD, impõe obrigações de coleta, tratamento e proteção de dados pessoais dos clientes. O Marco Civil da Internet, Lei nº 12.965/2014, estabelece princípios, garantias e deveres para uso da internet no Brasil, incluindo a responsabilidade dos provedores e das lojas virtuais por dados dos usuários. Cada uma dessas normas é uma fonte de obrigações que o empresário de e-commerce precisa conhecer e cumprir, e que o advogado especializado pode ajudá-lo a implementar de forma preventiva.

As autuações da ANPD e o risco financeiro real

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, disponível em gov.br/anpd/pt-br, iniciou os processos administrativos sancionatórios em 2023 e acelerou significativamente o ritmo de autuações em 2024 e 2025. O e-commerce é um dos setores com maior incidência de violações da LGPD porque a maioria das lojas virtuais coleta dados pessoais de forma extensiva, nome, CPF, endereço, dados de cartão de crédito, histórico de compras, mas tem políticas de privacidade inadequadas ou inexistentes e não implementa as medidas técnicas e organizacionais exigidas pelo art. 46 da LGPD. Uma autuação da ANPD pode resultar em multa de até 2% do faturamento da empresa, limitada a R$ 50 milhões por infração, conforme o art. 52 da lei. Para uma pequena loja virtual com faturamento de R$ 500 mil anuais, uma multa de 2% representa R$ 10 mil, valor que poderia ter sido investido em assessoria jurídica preventiva por anos.

A legislação que todo advogado de e-commerce precisa dominar

O advogado especializado em e-commerce precisa dominar um conjunto de normas que vai muito além do Código de Defesa do Consumidor. Cada uma dessas normas é uma área de serviço que pode ser oferecida ao cliente de loja virtual como assessoria preventiva ou como defesa em contencioso.

Decreto nº 7.962/2013: o regulamento do e-commerce brasileiro

O Decreto nº 7.962/2013, conhecido como Decreto do E-commerce, regulamenta o Código de Defesa do Consumidor para as relações de consumo no ambiente virtual. O art. 2º do decreto estabelece que o site de e-commerce deve exibir de forma clara e ostensiva: o nome empresarial e o número do CNPJ, o endereço físico e eletrônico para comunicação, as características essenciais do produto ou serviço, o preço total da contratação, incluindo frete e encargos, as condições da oferta, incluindo formas de pagamento e prazo de entrega, as informações sobre garantia, e o prazo de arrependimento previsto no art. 49 do CDC. O descumprimento dessas obrigações sujeita o fornecedor às penalidades do CDC, incluindo a aplicação de multas pelo Procon e a obrigação de reparar os danos causados ao consumidor.
O art. 5º do Decreto nº 7.962/2013 é especialmente relevante para os clientes de e-commerce do advogado: ele estabelece que o fornecedor deve confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da oferta e disponibilizar ao consumidor o número do pedido e o prazo de entrega. Lojas que não enviam confirmação de pedido por e-mail estão em desconformidade com esse dispositivo e expostas a reclamações no Procon e no Reclame Aqui, que impactam diretamente a reputação e as vendas do negócio.

LGPD e o e-commerce: obrigações específicas

A Lei nº 13.709/2018 aplica-se integralmente ao e-commerce, que é um dos setores com maior volume de dados pessoais coletados por transação. Uma compra em uma loja virtual típica gera o tratamento de: nome completo, CPF, endereço de entrega, número de telefone, endereço de e-mail, dados do cartão de crédito ou informações da conta bancária para Pix, e dados de comportamento de navegação para fins de remarketing. O art. 7º da LGPD lista as hipóteses legais que autorizam o tratamento de dados pessoais, sendo o consentimento e a execução do contrato as mais relevantes para o e-commerce. O art. 9º exige que o titular seja informado de forma clara sobre como seus dados serão usados. O art. 46 exige a adoção de medidas técnicas e organizacionais de segurança adequadas.
O advogado de e-commerce oferece ao cliente: a elaboração ou revisão da política de privacidade conforme a LGPD; a implementação de um processo de coleta de consentimento válido nos termos do art. 8º da LGPD; a assessoria em caso de incidente de segurança com dados pessoais, que deve ser comunicado à ANPD conforme o art. 48 da lei em até 72 horas após o conhecimento; e a defesa em processos administrativos da ANPD por violação da legislação de proteção de dados.

Marco Civil da Internet e responsabilidade civil do e-commerce

A Lei nº 12.965/2014, o Marco Civil da Internet, disponível em planalto.gov.br, estabelece a responsabilidade dos provedores de aplicações de internet pelos danos causados por conteúdo gerado por terceiros somente quando não tomarem as providências necessárias após notificação específica. Para o e-commerce, essa legislação é relevante em situações como: comentários falsos de consumidores que prejudicam a reputação da loja, uso indevido de imagens e propriedade intelectual de terceiros no site da loja, e coleta de dados de usuários sem amparo legal. O STJ tem produzido jurisprudência relevante sobre a responsabilidade civil das plataformas digitais que é fundamental para o advogado de e-commerce dominar.

As principais demandas jurídicas do e-commerce brasileiro: onde o advogado atua

O advogado especializado em e-commerce atua em um universo de demandas que vai desde a estruturação jurídica preventiva de uma nova loja virtual até a defesa em ações coletivas de consumidores e processos administrativos da ANPD. Conhecer esse mapa de demandas é o primeiro passo para estruturar um portfólio de serviços atraente para o cliente de e-commerce.

Estruturação jurídica da loja virtual

A estruturação jurídica de uma nova loja virtual é um serviço de alto valor e de demanda crescente com o aumento do número de empreendedores que migram para o comércio eletrônico. O advogado elabora: os termos e condições de uso da loja, que definem as regras da relação entre o empresário e o consumidor e que precisam ser redigidos dentro das exigências do CDC e do Decreto nº 7.962/2013; a política de privacidade conforme a LGPD; a política de trocas, devoluções e reembolsos que cumpre o prazo de arrependimento de sete dias do art. 49 do CDC; os contratos com fornecedores, transportadoras e plataformas de marketplace; e o contrato com o desenvolvedor do site ou plataforma de e-commerce.

Defesa em ações do Procon e processos de consumo

O e-commerce é o setor com maior volume de reclamações no Procon em todo o Brasil, com destaque para atrasos na entrega, produtos com vício, dificuldades no exercício do direito de arrependimento e cobranças indevidas. O STJ, no Tema Repetitivo 1.076, estabeleceu diretrizes sobre a responsabilidade solidária dos integrantes da cadeia de fornecimento, o que significa que a loja virtual pode ser responsabilizada por vícios de produtos de terceiros vendidos em seu marketplace. O advogado que domina essa jurisprudência oferece ao cliente de e-commerce tanto a orientação preventiva sobre como estruturar a política de vendas para minimizar exposição quanto a defesa em processos de consumo quando as reclamações chegam ao Judiciário.

Adequação à LGPD e defesa na ANPD

A adequação das lojas virtuais à LGPD é um serviço com demanda crescente e recorrente, porque a legislação exige revisões periódicas à medida que a loja cresce, incorpora novas tecnologias de coleta de dados e expande suas operações. O advogado que oferece um programa de adequação à LGPD para e-commerce, com diagnóstico inicial, implementação das medidas necessárias e acompanhamento anual, cria uma receita recorrente com o cliente e se posiciona como parceiro estratégico de longo prazo. A defesa em processos administrativos da ANPD é um serviço de alto valor e de urgência real, porque os prazos de resposta são curtos e as multas potenciais são significativas.

Contratos com influenciadores e marketing digital

O e-commerce brasileiro depende cada vez mais de marketing digital, incluindo parcerias com influenciadores, campanhas de afiliados e publicidade em redes sociais. Cada uma dessas modalidades gera contratos específicos que o advogado pode elaborar e revisar: contratos de influencer marketing com obrigações de divulgação, exclusividade e direitos de imagem; contratos de afiliados com regras de comissionamento e proteção de dados dos clientes indicados; e contratos de agências de marketing digital com descrição precisa do escopo de serviços e propriedade intelectual sobre os materiais produzidos.

Como captar clientes de e-commerce com marketing jurídico digital

A captação de clientes de e-commerce exige uma estratégia de marketing jurídico diferente da que funciona para outros nichos da advocacia. O empresário de e-commerce é um empreendedor digital por definição. Ele pesquisa no Google, consulta IAs, assiste vídeos no YouTube e toma decisões de negócio baseadas em conteúdo digital. O advogado que não tem presença digital estruturada é invisível para esse cliente.

SEO para advogado de e-commerce

A estratégia de SEO para advogados de e-commerce deve cobrir quatro grupos de palavras-chave com intenção de busca de alta conversão. O primeiro grupo são as buscas de problema imediato: “notificação Procon e-commerce como responder”, “LGPD multa loja virtual como evitar”, “direito arrependimento e-commerce como funciona” e “chargeback loja virtual como contestar”. O segundo grupo são as buscas de estruturação preventiva: “como montar política de privacidade loja virtual”, “termos de uso e-commerce modelo”, “advogado para loja virtual” e “adequação LGPD e-commerce”. O terceiro grupo são as buscas de compliance: “LGPD e-commerce obrigações 2026”, “Decreto 7.962 e-commerce o que diz” e “Marco Civil Internet responsabilidade loja virtual”. O quarto grupo são as buscas de serviço especializado: “advogado direito digital”, “advogado e-commerce” e “advogado para loja online”.

Conteúdo técnico que atrai o empresário de e-commerce

O empresário de e-commerce que está buscando conteúdo jurídico quer respostas práticas e específicas para os problemas que enfrenta no seu negócio, não textos genéricos sobre o Código de Defesa do Consumidor. Artigos como “o que diz o Decreto nº 7.962/2013 sobre o prazo de entrega e quais são as consequências para a loja virtual que descumpre”, “como implementar a política de privacidade conforme a LGPD em uma loja virtual da plataforma Shopify”, “como contestar um chargeback no Mercado Pago com base no CDC” e “quais são as obrigações da loja virtual que vende para consumidores europeus sob o GDPR” são artigos de alta especificidade que atraem o empreendedor de e-commerce com a necessidade real que cada artigo resolve.

LinkedIn e YouTube para advogados de e-commerce

O LinkedIn é o canal mais eficiente para alcançar o empreendedor de e-commerce de médio e grande porte, que usa a plataforma para networking, atualização de mercado e tomada de decisão de negócio. Artigos técnicos sobre os impactos regulatórios para o e-commerce, análises de decisões da ANPD e do STJ sobre relações de consumo digital, e comentários sobre mudanças na legislação do comércio eletrônico posicionam o advogado como referência antes de qualquer contato comercial. O YouTube é o canal mais eficiente para alcançar o pequeno empreendedor de e-commerce que ainda está estruturando seu negócio e que consome conteúdo educativo em vídeo antes de investir em assessoria jurídica.

Jurisprudência do STJ sobre e-commerce e direito do consumidor digital

O advogado de e-commerce que cita jurisprudência atualizada do STJ e da ANPD nas suas consultas, artigos e posts demonstra ao cliente empresarial que conhece os riscos reais que o negócio enfrenta, não apenas a teoria da legislação.

Tema Repetitivo 1.076 do STJ — responsabilidade solidária no e-commerce

O STJ, no Tema Repetitivo 1.076, estabeleceu que todos os integrantes da cadeia de fornecimento são solidariamente responsáveis pelos vícios do produto, incluindo os marketplaces que hospedam vendedores terceiros. Para o advogado de e-commerce, esse precedente é fundamental para orientar os clientes que operam marketplaces sobre sua exposição a ações de consumo por produtos vendidos por terceiros na sua plataforma, e para defender consumidores que tiveram prejuízo em compras realizadas em plataformas que hospedam múltiplos vendedores.

STJ, REsp 1.737.428 — responsabilidade por falha na segurança de dados

No REsp 1.737.428, o STJ decidiu que a empresa que sofre um vazamento de dados pessoais de consumidores responde objetivamente pelos danos causados, independentemente de culpa, com base no art. 14 do CDC e no art. 46 da LGPD. Esse precedente é especialmente relevante para os clientes de e-commerce do advogado porque estabelece que a responsabilidade por vazamento de dados não exige prova de que a empresa agiu com negligência, bastando a demonstração do dano e do nexo causal com a falha de segurança. A assessoria jurídica preventiva que implementa medidas de segurança adequadas é, portanto, não apenas uma obrigação legal, mas uma proteção real contra responsabilidade civil.

ANPD, Processo Administrativo Sancionatório nº 00261.000482/2022-11

A ANPD, no primeiro processo administrativo sancionatório concluído em 2023, estabeleceu o parâmetro de análise para avaliação de conformidade com a LGPD e aplicação de multas. O processo envolveu uma empresa de pequeno porte e resultou em advertência com prazo para adequação. O precedente administrativo é relevante porque definiu que a ANPD aplica o princípio da proporcionalidade na dosimetria das penalidades, levando em consideração o porte da empresa, a boa-fé do controlador e a adoção de medidas corretivas. Para o advogado de e-commerce, esse parâmetro é fundamental para orientar a defesa de clientes autuados pela ANPD.
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Análise de caso: a loja virtual que perdeu R$ 280 mil por falta de assessoria jurídica

Rafael, fundador de uma loja virtual de eletrônicos em Recife com faturamento anual de R$ 1,8 milhão, operava sem política de privacidade adequada e sem contrato formal com o seu gateway de pagamentos. Em outubro de 2024, sua loja sofreu um ataque hacker que resultou no vazamento de dados de 3.200 clientes, incluindo nomes, CPFs e histórico de compras. Sem o protocolo de resposta a incidentes exigido pelo art. 48 da LGPD, Rafael demorou doze dias para comunicar o incidente à ANPD e não notificou os titulares dos dados afetados. A ANPD instaurou processo administrativo e aplicou multa de R$ 43 mil. Paralelamente, o gateway suspendeu a conta da loja por três semanas enquanto investigava o incidente, resultando em R$ 237 mil em vendas perdidas nesse período.
O diagnóstico jurídico é direto: com uma política de privacidade adequada, um plano de resposta a incidentes documentado e um contrato com o gateway que estabelecia os procedimentos de suspensão e reativação da conta, Rafael teria reduzido a multa da ANPD por boa-fé e adoção de medidas corretivas imediatas, e teria evitado a suspensão da conta ou reduzido seu prazo significativamente. O investimento em assessoria jurídica preventiva que Rafael precisava era estimado em R$ 8 mil anuais. O prejuízo que ele teve foi trinta e cinco vezes maior.

Como o marketing jurídico de e-commerce gera SEO, GEO e autoridade

O nicho de direito do e-commerce tem uma característica especial do ponto de vista do marketing jurídico: o cliente empresarial de e-commerce pesquisa muito mais sobre os riscos jurídicos do seu negócio do que o cliente previdenciário ou trabalhista pesquisa sobre os próprios direitos. Isso significa que o conteúdo técnico de alta qualidade sobre LGPD para e-commerce, Decreto do E-commerce, responsabilidade do marketplace e contratos de influencer marketing tem uma audiência ativa e comprometida que o advogado pode capturar com SEO e GEO bem estruturados.
As IAs generativas são frequentemente consultadas por empreendedores de e-commerce sobre questões jurídicas do negócio. Quando um lojista virtual pergunta ao ChatGPT “minha loja precisa de política de privacidade?”, “qual é o prazo de arrependimento no e-commerce?”, ou “como a LGPD se aplica a lojas virtuais?”, o advogado que tem artigos indexados com autoridade sobre esses temas tem chances reais de aparecer nas respostas. Publicar no Conjur em conjur.com.br, no Migalhas em migalhas.com.br e no JOTA em jota.info sobre temas de direito do e-commerce cria as referências externas que as IAs usam para identificar autoridades no assunto. A legislação do e-commerce está disponível em planalto.gov.br. A ANPD pode ser consultada em gov.br/anpd/pt-br. A jurisprudência do STJ está disponível em stj.jus.br.
O advogado especializado em e-commerce está posicionado na interseção do maior mercado em crescimento do Brasil com a legislação mais complexa e de maior impacto financeiro para os pequenos e médios empresários digitais. A legislação federal do e-commerce está disponível em planalto.gov.br. A LGPD está disponível em planalto.gov.br. A ANPD pode ser consultada em gov.br/anpd/pt-br. O Marco Civil da Internet está em planalto.gov.br. A jurisprudência do STJ sobre consumo digital está em stj.jus.br. Análises técnicas sobre direito digital e e-commerce podem ser encontradas em conjur.com.br, migalhas.com.br e jota.info. Se você quer estruturar seu marketing jurídico para captar clientes de e-commerce com método, profundidade técnica e compliance total com a OAB, conheça a auditoria gratuita do MAB.
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Como estruturar um portfólio de serviços jurídicos para lojas virtuais

O portfólio de serviços do advogado de e-commerce precisa ser estruturado em camadas que atendam o cliente em diferentes estágios de maturidade do negócio e em diferentes situações de urgência. Um portfólio bem estruturado gera receita recorrente, aumenta o ticket médio por cliente e reduz a dependência de captação constante de novos clientes.

Serviços de entrada: estruturação jurídica básica

Os serviços de entrada são os que o empreendedor de e-commerce precisa antes de lançar ou logo após lançar sua loja. Eles têm ticket médio mais baixo, mas geram o primeiro relacionamento com o cliente e abrem espaço para serviços mais complexos e de maior valor. O pacote básico inclui: elaboração dos termos de uso e da política de privacidade conforme o Decreto nº 7.962/2013 e a LGPD; checklist de adequação legal da loja virtual; e uma consultoria inicial sobre as obrigações do CDC aplicáveis ao e-commerce. Esse pacote pode ser vendido como um produto com preço fixo, o que facilita a apresentação ao cliente e elimina a resistência de negociação de honorários.

Serviços recorrentes: compliance contínuo

Os serviços recorrentes são os que geram receita previsível para o escritório e constroem o relacionamento de longo prazo com o cliente. Para o e-commerce, os serviços de compliance contínuo incluem: monitoramento das mudanças na legislação aplicável com comunicação proativa ao cliente sobre impactos no negócio; revisão anual da política de privacidade e dos termos de uso para manter conformidade com alterações regulatórias; assessoria mensal em questões jurídicas do dia a dia, como análise de reclamações do Procon, orientação sobre chargebacks e revisão de contratos com novos parceiros comerciais. Esse modelo de retainer mensal é o mais eficiente para o advogado de e-commerce porque o setor tem mudanças regulatórias frequentes que geram demanda contínua por orientação jurídica.

Serviços de alto valor: contencioso e M&A digital

Os serviços de alto valor são aqueles que o cliente precisa em momentos específicos de crise ou de crescimento do negócio. Eles têm ticket médio significativamente maior e são onde o advogado entrega mais valor ao cliente. Na categoria de crise: defesa em processos administrativos da ANPD, defesa em ações coletivas de consumidores e gestão de crises de reputação online com implicações jurídicas. Na categoria de crescimento: due diligence jurídica para compra e venda de lojas virtuais, estruturação de operações de M&A no setor de e-commerce, internacionalização da loja virtual com adequação ao GDPR europeu e assessoria em rodadas de investimento para startups de e-commerce.

O futuro do direito do e-commerce no Brasil

O mercado de e-commerce brasileiro vai continuar crescendo e se tornando mais complexo do ponto de vista regulatório nos próximos anos. O advogado que se posicionar hoje como referência nesse nicho vai capturar uma demanda crescente que vai se intensificar progressivamente com cada nova regulamentação, cada decisão relevante da ANPD e cada precedente do STJ sobre relações de consumo digital.
As tendências regulatórias que vão gerar mais demanda jurídica para o e-commerce nos próximos anos incluem: a regulamentação dos contratos inteligentes e das transações em blockchain; a aplicação da LGPD ao comércio eletrônico transfronteiriço; a regulamentação dos algoritmos de precificação dinâmica que podem configurar práticas abusivas sob o CDC; e a responsabilidade das plataformas de marketplace por fake reviews e por produtos falsificados vendidos por terceiros. O advogado que produz conteúdo sobre esses temas hoje está construindo autoridade em nichos que ainda têm pouquíssima competição e que vão ter altíssima demanda em breve. O mercado de e-commerce brasileiro está disponível para análise em dados da ABComm e da eMarketer. A legislação federal está em planalto.gov.br. A ANPD publica suas decisões em gov.br/anpd/pt-br.

Perguntas frequentes sobre advogado e-commerce

Os principais serviços do advogado especializado em e-commerce são: elaboração e revisão de termos de uso e política de privacidade conforme o Decreto nº 7.962/2013 e a LGPD; adequação da loja virtual à Lei nº 13.709/2018; contratos com fornecedores, transportadoras, plataformas de marketplace e influenciadores; defesa em ações do Procon e processos de consumo no Judiciário; assessoria em caso de incidente de segurança com dados pessoais e defesa em processos da ANPD; e due diligence jurídica para compra e venda de lojas virtuais.
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