YouTube para advogados: como construir um canal de autoridade jurídica

YouTube para advogados: como estruturar o canal, ganhar autoridade e seguir o Provimento 205/2021 da OAB. Veja o guia completo e comece hoje.
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Por Marcio Caldas

CEO da MAB - Marketing para Advogados Brasil · 25 anos de marketing digital, web e design, graduado em direito e especialista em marketing jurídico.

Artigo atualizado em: 26/10/2026 10:37

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YouTube para advogados
24 minutos de leitura

O YouTube para advogados deixou de ser aposta e virou decisão estratégica de conteúdo. Segundo pesquisa da Opinion Box divulgada pela TELETIME, o Brasil tem 144 milhões de usuários na plataforma, e 80% deles acessam o YouTube pelo menos uma vez por dia.

Esse público assiste explicação jurídica antes de procurar um escritório. Diferente de uma campanha de tráfego pago, um canal de YouTube para advogados constrói ativo de longo prazo: cada vídeo publicado continua sendo encontrado por quem pesquisa a mesma dúvida meses depois, sem custo adicional de veiculação.

Grande parte dessa audiência já pesquisa a mesma dúvida primeiro no Google, então um canal bem feito reforça diretamente o trabalho de SEO para advogados que o escritório já faz no site, em vez de competir com ele.

“144 milhões de usuários acessam o YouTube no Brasil, e 80% entram na plataforma diariamente.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

📋 O YouTube para advogados funciona como arquivo vivo de dúvidas recorrentes. Um vídeo sobre rescisão trabalhista gravado em 2026 continua sendo assistido, comentado e compartilhado enquanto a dúvida que ele responde continuar existindo.

Isso acontece porque o sistema de recomendação do YouTube favorece quem publica sobre o mesmo tema de forma recorrente, o que torna um canal de YouTube para advogados mais previsível de planejar do que parece no início.

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O que diz o Provimento 205/2021 sobre vídeos e lives no YouTube

A primeira pergunta de quem pensa em abrir um canal de YouTube para advogados é se isso fere alguma regra da OAB. A resposta está no próprio Provimento 205/2021, que regula publicidade na advocacia desde 2021.

O anexo do provimento trata do tema de forma direta, condicionando o formato vídeo ao respeito ao Código de Ética e Disciplina da OAB. Não há proibição ao vídeo, existe condição de conteúdo.

“É permitida a participação do advogado ou da advogada em vídeos ao vivo ou gravados, na internet ou nas redes sociais, assim como em debates e palestras virtuais, vedada a utilização de casos concretos ou apresentação de resultados.” (Provimento 205/2021, art. 5º, §3º)

Essa vedação é o ponto central de qualquer canal de YouTube para advogados: pode explicar como funciona um instituto jurídico, não pode mostrar “caso ganho” nem prometer resultado parecido para quem assiste.

⚠️ Vídeo de “caso de sucesso” com resultado específico é a infração mais comum em canal de YouTube para advogados. O Provimento 205/2021 veda expressamente a apresentação de resultados e o uso de casos concretos, mesmo sem citar nome de cliente.

Por que o YouTube não compete com Instagram, TikTok, LinkedIn e WhatsApp na advocacia

Um erro comum é tratar o YouTube para advogados como mais uma rede social dentro do mesmo calendário de posts. A lógica de produção é outra: vídeo longo e educativo, não imagem estática nem mensagem direta de atendimento.

O Instagram para advogados trabalha prova social e bastidor em formato curto e visual. O LinkedIn para advogados constrói rede profissional B2B entre pares e parceiros. O WhatsApp para advogados é canal de atendimento direto, um a um, depois da captação. Nenhum dos três substitui o vídeo educativo longo.

O YouTube para advogados ocupa espaço que nenhum desses canais cobre: a dúvida jurídica completa, com causa, consequência e próximo passo explicados, em formato que o espectador escolhe assistir, pausar e voltar quando quiser.

Esse vídeo educativo costuma entrar como uma das primeiras etapas de um funil de vendas mais amplo, bem antes de o espectador procurar o escritório diretamente, por isso vale planejar o canal já pensando no próximo passo depois do play.

📊 Cada rede social cumpre uma função diferente no funil do escritório. O YouTube educa e constrói autoridade de busca, o Instagram gera reconhecimento de marca, o LinkedIn abre relacionamento profissional e o WhatsApp fecha o atendimento. Usar as quatro do mesmo jeito desperdiça o ponto forte de cada uma.

“É muito comum em vídeos bastante explicativos aparecer pessoas que relatam que estão enfrentando o mesmo problema.” (Advbox, sobre o efeito do YouTube para advogados na conexão com a audiência)

Quantos brasileiros assistem YouTube hoje

Os números confirmam o tamanho da audiência disponível para um canal de YouTube para advogados. Ainda segundo a Opinion Box, 47% dos usuários brasileiros passam mais de 5 horas por semana na plataforma, e 57% afirmam assistir mais YouTube do que televisão tradicional.

“47% dos usuários passam mais de cinco horas assistindo vídeos por semana, e 57% afirmam assistir mais YouTube do que TV tradicional.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

Mobile domina o consumo: 62% assistem pelo smartphone, o que muda a forma de gravar um vídeo pensado para canal de YouTube para advogados, com letra legível e enquadramento vertical quando fizer sentido.

“62% dos usuários assistem ao YouTube principalmente pelo smartphone.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

O que os números dizem sobre o comportamento do público

  • 80% acessam o YouTube diariamente
  • 47% assistem mais de 5 horas por semana
  • 57% preferem YouTube à TV tradicional
  • 55% já experimentaram o formato Shorts
  • 61% são inscritos em pelo menos um canal de marca

Como escolher o nicho e a persona do canal de YouTube para advogados

Um canal de YouTube para advogados sem nicho definido mistura tema trabalhista, previdenciário e de família na mesma lista de vídeos, e o algoritmo não entende para quem recomendar aquele conteúdo.

O ponto de partida é a mesma pergunta de qualquer estratégia de marketing digital para advogados: qual especialidade já traz os melhores contratos do escritório hoje? O canal deve nascer dessa resposta, não de “o que está em alta” no momento. Vale a pena orçar esse esforço com a mesma lógica de quanto custa marketing jurídico de forma geral, já que gravação e edição também consomem tempo e recurso do escritório.

Depois de definir a especialidade, o segundo filtro é a persona: quem faz a pergunta que o vídeo responde. Um canal de YouTube para advogados trabalhista fala com o trabalhador demitido, não com o departamento de RH da empresa.

✅ Canal com nicho claro recomenda melhor dentro da própria plataforma. O sistema de recomendação do YouTube usa o histórico de temas assistidos para sugerir o próximo vídeo parecido, e um canal temático facilita essa conexão.

Quais formatos de vídeo funcionam para um canal de YouTube para advogados

Existem três formatos que sustentam a maioria dos canais de YouTube para advogados que crescem de forma consistente: vídeo educativo de 6 a 12 minutos, Shorts de até 60 segundos e live de perguntas e respostas.

Qualquer um desses formatos pode linkar, na própria descrição, para um material educativo mais completo do escritório, e um CRM para escritório de advocacia ajuda a rastrear quais vídeos realmente geram esse clique.

Formatos que funcionam em um canal de YouTube para advogados

Formato O que é
Vídeo educativo longo Explica um instituto jurídico do início ao fim, geralmente de 6 a 12 minutos.
Shorts Responde uma dúvida específica em menos de 60 segundos.
Live de perguntas e respostas Debate um tema jurídico único, sem oferta direta de serviço na transmissão.
Série em episódios Mesmo assunto desenvolvido com continuidade entre vídeos.
Vídeo de bastidor institucional Mostra a rotina do escritório, reforça reconhecimento de marca.

O vídeo educativo longo é o que mais sustenta autoridade: aparece na busca interna do YouTube, acumula tempo de exibição e serve de base para cortar vários Shorts depois, sem gravar conteúdo novo toda semana.

Já a live tem limite claro do próprio Provimento 205/2021: pode debater tema jurídico, não pode usar a transmissão para ofertar serviço de forma direta durante a gravação, segundo o anexo sobre patrocínio e impulsionamento em redes sociais.

Como roteirizar um vídeo educativo sem virar consultoria individual

A diferença entre educar e prestar consultoria por vídeo é sutil, mas decide se um canal de YouTube para advogados está dentro ou fora do Provimento 205/2021. O roteiro deve responder “como funciona” a tese jurídica, nunca “o que fazer no seu caso específico”.

Estrutura de roteiro para vídeo de canal de YouTube para advogados

  • Gancho com a dúvida real nos primeiros 15 segundos
  • Contexto: o que a lei ou a norma diz sobre o tema
  • Explicação prática com exemplo genérico, nunca caso real identificável
  • Fechamento com orientação geral, sem promessa de resultado
  • Chamada para conteúdo relacionado dentro do próprio canal

A diferença que mais importa aparece no fechamento: orientar sobre o próximo passo possível é informação, dizer quanto tempo o processo do espectador vai levar é consultoria individual disfarçada de vídeo educativo.

Quem está no início de carreira pode usar esse mesmo roteiro simples com um propósito claro: construir reputação antes de ter grande estrutura de escritório.

“Patrocínio e impulsionamento nas redes sociais… não se trate de publicidade contendo oferta de serviços jurídicos.” (Provimento 205/2021, anexo)

SEO para YouTube: título, descrição, tags e thumbnail

Um vídeo bem gravado, mas mal otimizado, não aparece na busca. A mesma lógica de SEO tradicional se repete no YouTube para advogados: título com a palavra-chave que a pessoa digitaria, descrição completa e tags relevantes.

Elementos de SEO para YouTube que um canal de YouTube para advogados não pode pular

  • Título com a palavra-chave principal nos primeiros 60 caracteres
  • Descrição de pelo menos 200 palavras explicando o vídeo
  • Tags específicas do tema jurídico abordado
  • Thumbnail com texto legível mesmo em tela pequena
  • Playlist organizada por especialidade jurídica

A descrição do vídeo também é onde cabe o link para o site institucional do escritório e para outros vídeos relacionados, reforçando o mesmo princípio de linkagem interna usado num blog jurídico.

Essa mesma descrição é um bom lugar para reforçar o perfil do Google Meu Negócio do escritório, citando a cidade de atuação logo nas primeiras linhas, já que o YouTube também lê esse sinal geográfico na hora de recomendar o vídeo.

🔍 Thumbnail é o primeiro filtro de clique, antes mesmo do título. Em tela pequena, miniatura poluída ou com texto ilegível reduz a taxa de clique mesmo quando o vídeo já apareceu na busca certa.

A logomarca do escritório entra na capa do canal e na marca d’água de cada vídeo, reforçando reconhecimento mesmo antes do espectador clicar em play.

Qual a frequência ideal de publicação para um canal de YouTube para advogados?

Não existe número mágico, mas existe piso realista: pelo menos 1 vídeo educativo por semana sustenta o ritmo mínimo de recomendação, com Shorts complementares nos dias entre publicações.

Escritórios que tentam manter 3 vídeos longos por semana sem estrutura geralmente abandonam o canal em 2 ou 3 meses. É melhor um canal de YouTube para advogados com 1 vídeo semanal constante por 1 ano do que 10 vídeos em um mês seguidos de silêncio.

📈 Consistência pesa mais que volume no YouTube. Um canal de YouTube para advogados publicando 1 vídeo por semana, sem falhar, cresce de forma mais previsível do que um canal que publica em rajadas e some por meses.

Um calendário editorial simples resolve isso: listar as 10 perguntas mais recorrentes dos clientes do escritório e transformar cada uma em pauta de vídeo, uma por semana, durante 10 semanas seguidas.

YouTube para advogados

YouTube Shorts: vale a pena o advogado investir em vídeos curtos?

Shorts respondem bem para um canal de YouTube para advogados que está começando, porque exigem menos produção e entram na fila de recomendação mais rápido do que vídeo longo.

Segundo o próprio YouTube, criar Shorts usa formato vertical, até 3 minutos, e é descoberto por um feed de recomendação próprio, separado da busca tradicional de vídeos longos.

“55% dos usuários já experimentaram o YouTube Shorts; 85% ainda preferem o formato de vídeo tradicional.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

Quando o Shorts funciona bem para um canal de YouTube para advogados

  • Responder uma dúvida específica e objetiva, em até 60 segundos
  • Cortar o melhor trecho de um vídeo longo já publicado
  • Reagir a uma notícia jurídica do dia com explicação rápida
  • Criar série numerada, por exemplo “Mito ou verdade sobre herança: parte 1”
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Programa de Parcerias do YouTube: o que a OAB permite monetizar

Monetizar um canal de YouTube para advogados é tecnicamente possível, mas exige atenção dobrada ao Provimento 205/2021, que proíbe oferta de serviço jurídico dentro de conteúdo patrocinado ou impulsionado.

Para entrar no Programa de Parcerias do YouTube, o canal precisa de 1.000 inscritos e 4.000 horas de exibição pública válidas nos últimos 12 meses, ou 1.000 inscritos e 10 milhões de visualizações de Shorts em 90 dias.

“1000 subscritores com 4000 horas de visualização pública válidas nos últimos 12 meses” ou “1000 subscritores com 10 milhões de visualizações públicas válidas de Shorts nos últimos 90 dias.” (YouTube, requisitos de elegibilidade do Programa de Parcerias)

Depois de elegível, o canal segue as diretrizes de conteúdo adequado para anunciantes, que o YouTube usa para decidir se um vídeo recebe publicidade.

A receita de anúncio do YouTube é diferente de publicidade paga pelo próprio escritório, e as diretrizes da comunidade do YouTube proíbem conteúdo enganoso, spam de comentário automatizado e clickbait que não entrega o que o título promete.

As políticas de monetização reforçam o mesmo ponto: conteúdo enganoso ou alarmista perde prioridade de anúncio, mesmo quando tecnicamente elegível para o Programa de Parcerias.

Erros que colocam o advogado em risco ético no YouTube

A maioria dos problemas em canal de YouTube para advogados não vem de má-fé, vem de roteiro mal pensado que escorrega para promessa de resultado sem perceber.

Erros mais comuns em canal de YouTube para advogados

Erro comum Por que é risco ético
Mostrar valor de indenização de caso real Apresenta resultado concreto, vedado mesmo sem citar nome do cliente.
Prometer prazo de resultado Configura promessa de êxito, proibida pelo Provimento 205/2021.
Usar depoimento como prova de eficácia Trata caso concreto como propaganda de resultado.
Comparar com outro escritório Vedado expressamente, independente do tom usado.
Responder caso específico nos comentários Vira orientação individualizada em área pública, fora do que é conteúdo educativo.

⚠️ Responder, nos comentários do vídeo, ao caso específico de um espectador é o erro mais silencioso. O vídeo pode estar dentro das regras, mas a resposta pessoal no comentário já é orientação individualizada, fora do que o Provimento 205/2021 permite como conteúdo educativo.

A saída correta é sempre a mesma: responder de forma genérica no comentário público e convidar a pessoa para uma conversa particular, fora do alcance de qualquer outro espectador do vídeo.

Isso também protege o sigilo profissional previsto no Estatuto da Advocacia, já que detalhe de caso real nunca deveria aparecer numa área pública de comentários.

LGPD, depoimentos e Código de Defesa do Consumidor no vídeo jurídico

Mostrar comentário de cliente satisfeito no vídeo exige cuidado duplo: o Provimento 205/2021 veda uso de caso concreto como prova de resultado, e a LGPD exige consentimento explícito para usar imagem e voz de qualquer pessoa identificável no vídeo.

Isso vale até para comentário público do próprio vídeo: reproduzir a fala de um espectador num vídeo seguinte, com caso específico, sem autorização, soma risco de LGPD a risco ético, mesmo sem citar nome.

O mesmo raciocínio de transparência aparece no Código de Defesa do Consumidor, que trata publicidade enganosa como prática vedada em qualquer setor, não só na advocacia.

Quais métricas realmente importam no canal de YouTube para advogados

Número de inscritos é a métrica mais visível e a menos importante no dia a dia. Retenção, tempo de exibição e taxa de clique na thumbnail dizem mais sobre o desempenho real de um canal de YouTube para advogados.

Métricas que merecem acompanhamento semanal

  • Retenção média do vídeo, ou seja, quanto da duração é assistido
  • Taxa de clique na thumbnail dentro da busca e da recomendação
  • Tempo de exibição total do canal nos últimos 28 dias
  • Origem do tráfego: busca, recomendado ou externo
  • Comentários com dúvida nova, possível pauta do próximo vídeo

A responsabilidade do criador de conteúdo também entra nessa conta: o próprio YouTube atribui ao canal a obrigação de manter o conteúdo dentro das diretrizes da comunidade, inclusive em canal jurídico.

Vale cruzar esses números com um sistema de gestão estruturado, que liga a origem do lead ao contrato fechado no fim do mês e mostra, com dado real, se o canal está convertendo ou só acumulando visualização.

🏛️ O escritório que lê os próprios relatórios do YouTube Studio toma decisão melhor que o escritório que só olha o número de inscritos. Retenção baixa nos primeiros 15 segundos é sinal de que o gancho do vídeo precisa mudar, não o tema do vídeo.

Como transformar audiência do YouTube em captação, da precificação ao funil completo

O vídeo educa, mas não fecha contrato sozinho. A transição de espectador para contato passa por um funil de vendas desenhado fora do próprio vídeo, nunca dentro dele como oferta direta de serviço.

“39% dos usuários esperam assistir ainda mais YouTube nos próximos 12 meses.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

Sistema de gestão estruturado cruza a origem do lead com o contrato fechado no fim do mês, mostrando se o canal de YouTube para advogados realmente converte.

Quanto custa manter a frente de vídeo é pergunta parecida com quanto custa marketing jurídico de forma geral, e quem já tem agência de marketing jurídico cuidando de SEO e tráfego pode somar o canal como extensão natural do mesmo conteúdo.

Falar de honorários advocatícios em vídeo educativo é permitido de forma geral, explicando como funciona honorário por êxito versus honorário fixo, sem citar valor cobrado pelo próprio escritório. Um software jurídico com campo de origem de lead separa quem veio do YouTube de quem veio de indicação.

YouTube local, branding e comparação de mercado dentro do Provimento 205/2021

Vídeo também ajuda SEO local. Um canal de YouTube para advogados que menciona a cidade de atuação reforça o mesmo sinal de relevância geográfica do Google Meu Negócio, e vale revisar o guia de como captar clientes na advocacia para entender onde o vídeo entra no funil completo.

A identidade visual do canal reforça esse mesmo reconhecimento em todas as playlists, do vídeo mais antigo ao mais recente, mantendo a mesma linha de capa e thumbnail ao longo do tempo.

“80% dos usuários acessam o YouTube pelo menos uma vez por dia.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

Comparar o próprio trabalho com o de outro escritório, inclusive os maiores do mundo, é pauta interessante sobre o mercado jurídico, mas vira infração se usado como comparação direta de qualidade de serviço. Uma empresa de marketing jurídico que atende escritórios B2B também encontra departamento jurídico de empresa assistindo vídeo técnico antes de contratar assessoria externa.

Pode fazer propaganda no YouTube? GEO e o que a IA generativa já cita

A dúvida sobre se advogado pode fazer propaganda aparece sempre que o assunto é vídeo, porque o formato parece mais próximo de publicidade tradicional do que um post de texto. A resposta do Provimento 205/2021 não muda por causa do formato: publicidade informativa é permitida, publicidade mercantilista continua vedada, seja em texto, imagem ou vídeo.

Ferramentas de IA generativa já citam trecho de vídeo transcrito como fonte de resposta, o que aproxima a lógica de GEO para advogados do vídeo educativo, não só do texto do blog. Título claro e descrição completa aumentam a chance de um vídeo ser lido corretamente por ferramentas de transcrição e citado como fonte.

Passo a passo para gravar o primeiro vídeo com qualidade profissional

Não é preciso estúdio caro para começar um canal de YouTube para advogados. O primeiro vídeo precisa de três coisas básicas: áudio limpo, luz frontal e roteiro escrito antes de ligar a câmera.

Passo a passo do primeiro vídeo de um canal de YouTube para advogados

  • Passo 1: escolher 1 pergunta real e recorrente de cliente
  • Passo 2: escrever o roteiro com gancho, explicação e fechamento
  • Passo 3: gravar em ambiente com luz frontal e áudio sem eco
  • Passo 4: editar cortando pausas longas e erros de fala
  • Passo 5: escrever título, descrição e tags antes de publicar

Quem quiser aprofundar técnica de edição e narrativa encontra conteúdo gratuito na própria Creator Academy do YouTube, com cursos sobre roteiro, edição e crescimento de canal.

✅ O primeiro vídeo nunca precisa ser perfeito, precisa ser publicado. Canal de YouTube para advogados que espera a produção ideal para começar geralmente nunca grava o primeiro vídeo.

Depois de publicar os 5 primeiros vídeos seguindo o mesmo roteiro, o padrão de qualidade sobe naturalmente, porque cada gravação ensina o que cortar na próxima.

Checklist final antes de lançar o canal de YouTube para advogados

Antes de gravar o primeiro vídeo, vale revisar a visão geral expandida do Programa de Parcerias, mesmo que a monetização ainda não seja prioridade no primeiro ano de canal.

Entender como funcionam as recomendações ajuda a planejar os 10 primeiros vídeos como um bloco só, porque o YouTube reconhece o padrão de assunto do canal mais rápido quando o tema não muda a cada publicação.

O próprio blog oficial do YouTube explica que o sistema não existe para empurrar qualquer conteúdo, e sim para conectar cada vídeo ao espectador certo, o que reforça por que nicho definido importa mais que volume de publicação.

“61% dos usuários são inscritos em pelo menos um canal de marca no YouTube.” (Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil)

Checklist final de lançamento do canal de YouTube para advogados

  • Definir a especialidade jurídica central do canal
  • Escrever o roteiro dos 5 primeiros vídeos antes de gravar o primeiro
  • Revisar a página oficial do Programa de Parcerias
  • Configurar capa, descrição do canal e playlists por tema
  • Agendar a publicação semanal no calendário do escritório

As políticas gerais do YouTube e as atualizações de diretrizes de publicidade mudam com frequência, então vale revisar a cada trimestre, não só uma vez no lançamento do canal de YouTube para advogados.

Um canal de YouTube para advogados não cresce no primeiro mês nem no segundo: cresce quando o escritório trata a publicação semanal como parte fixa da rotina, do mesmo jeito que trata uma audiência marcada.

Um canal de YouTube para advogados bem planejado não exige equipe grande nem orçamento de agência de publicidade tradicional: exige roteiro claro, frequência constante e respeito consciente ao Provimento 205/2021 em cada vídeo publicado. Quem quiser revisar se o próprio canal, ou a falta dele, está deixando audiência na mesa pode pedir uma auditoria gratuita de marketing jurídico com a MAB.

Sobre o autor

Publicado em 27 de junho de 2026 por Marcio Caldas

Marcio Caldas constrói sites desde 1996, quando criava páginas para canais de IRC, um dos primeiros web designers do Brasil e do mundo nessa fase inicial da internet. Passou por TV Liberal, G1 e Globo.com como web designer antes de se dedicar integralmente ao marketing jurídico digital, depois começou a trabalhar para o mercado americano de “construction”, onde estamos até hoje.

Fundador da MAB, Marketing para Advogados Brasil, dedicada a atender exclusivamente escritórios e advogados brasileiros com mais de 10 anos de mercado, dentro das regras do Provimento 205/2021 da OAB.

Cada artigo publicado pela MAB passa por pesquisa de fonte real antes da publicação, nunca por dado estimado ou inventado, incluindo este guia sobre YouTube para advogados, construído a partir do texto oficial do Provimento 205/2021 da OAB e de dados reais de uso do YouTube no Brasil, levantados pela Opinion Box.

Referências bibliográficas

Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Federal, texto oficial do Provimento 205/2021.

Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Federal, Código de Ética e Disciplina da OAB.

Presidência da República, Casa Civil, Lei nº 8.906/1994, Estatuto da Advocacia e da OAB.

Presidência da República, Casa Civil, Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Presidência da República, Casa Civil, Lei nº 8.078/1990, Código de Defesa do Consumidor.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Programa de Parcerias do YouTube.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Elegibilidade do Programa de Parcerias do YouTube.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Sistema de Recomendação do YouTube.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Como Funcionam as Recomendações.

YouTube, Blog Oficial, O Sistema de Recomendações do YouTube.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Diretrizes de Conteúdo Adequado para Anunciantes.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Responsabilidades do Criador de Conteúdo.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Políticas de Monetização de Canais.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Criar YouTube Shorts.

YouTube, Políticas e Diretrizes para Criadores.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Atualizações de Diretrizes de Publicidade.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Diretrizes da Comunidade do YouTube.

Google, Central de Ajuda do YouTube, Creator Academy do YouTube.

Opinion Box, pesquisa sobre consumo de YouTube no Brasil.

TELETIME News, reportagem sobre uso diário do YouTube no Brasil.

Advbox, blog, artigo sobre canal no YouTube para advogados.

Perguntas frequentes sobre YouTube para advogados

Pode. O Provimento 205/2021 permite expressamente vídeos e lives no YouTube, desde que o conteúdo respeite o Código de Ética e Disciplina da OAB, sem apresentar resultado de caso concreto nem usar linguagem mercantilista ou promessa de êxito para o espectador.

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