Tráfego pago para advogados: o guia completo para anunciar com ética e gerar clientes em 2026

Tráfego pago para advogados: como usar Google Ads e Meta Ads com compliance OAB total. Guia completo com estratégia, palavras-chave e checklist.

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Tráfego pago para advogados: o guia completo para anunciar com ética e gerar clientes em 2026

Será que tem muita gente fazendo tráfego pago para advogados? O Brasil tem mais de 1,3 milhão de advogados inscritos na OAB, segundo o 1º Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira, conduzido pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Conselho Federal. Isso representa a segunda maior população de advogados do mundo, concentrada em um mercado que compete por atenção, credibilidade e clientes qualificados todos os dias.

Nesse cenário, esperar o boca a boca ou apostar apenas no SEO orgânico para crescer pode custar caro em tempo. O tráfego pago para advogados é a estratégia que permite aparecer no momento exato em que o cliente potencial está buscando ajuda jurídica, com controle total sobre orçamento, segmentação e resultados mensuráveis.

O problema é que a maioria dos artigos sobre o tema trata o assunto de forma genérica, como se anunciar para advogados fosse igual a anunciar para qualquer outro negócio. Não é. A advocacia é regida por normas éticas específicas, e o Provimento 205/2021 da OAB define com precisão o que pode e o que não pode ser feito na publicidade jurídica. Ignorar essas regras não é opção: é risco real de processo ético-disciplinar.

Este guia foi produzido pela equipe do Marketing para Advogados Brasil com base em pesquisa técnica, análise de mercado e 25 anos de experiência em marketing digital. Aqui você vai encontrar o que realmente funciona, os limites que precisa respeitar e o passo a passo para transformar anúncios em consultas qualificadas.

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O que é tráfego pago para advogados e por que ele funciona diferente


Tráfego pago é a aquisição de visitantes para um site ou página de destino por meio de anúncios veiculados em plataformas digitais. O modelo mais comum é o CPC (custo por clique), em que o advogado paga apenas quando alguém clica no anúncio. Existem também os modelos CPM (custo por mil impressões) e CPA (custo por ação, como preenchimento de formulário).

Para advogados, o tráfego pago cumpre uma função específica: comprimir o tempo entre a decisão de investir em marketing e os primeiros contatos qualificados. Enquanto o SEO constrói autoridade ao longo de meses, o Google Ads pode gerar contatos na primeira semana de campanha, desde que configurado corretamente.

A diferença fundamental em relação a outros segmentos está na natureza da busca jurídica. Quando alguém pesquisa “advogado trabalhista em Belém” ou “como entrar com ação de divórcio”, essa pessoa não está curiosa. Ela tem um problema real, urgência real e está avaliando a quem confiar a resolução da situação. Esse nível de intenção de busca é o que torna o Google Ads especialmente eficiente para advogados que atuam com foco em volume de atendimentos.

O tráfego pago para advogados não substitui o SEO orgânico. Os dois trabalham em camadas diferentes do funil de decisão. O correto é integrá-los: o SEO constrói autoridade e reduz o custo por clique a longo prazo, enquanto o tráfego pago garante visibilidade imediata para quem está pronto para contratar.

O que o Provimento 205/2021 da OAB permite e proíbe nos anúncios


Antes de configurar qualquer campanha, o advogado precisa dominar o que a OAB autoriza e o que proíbe. O Provimento 205/2021, publicado pelo Conselho Federal da OAB em substituição ao Provimento 94/2000, modernizou as regras de publicidade na advocacia e passou a permitir o uso de plataformas digitais pagas, incluindo Google Ads e redes sociais.

O artigo 2º do Provimento 205/2021 estabelece que a publicidade do advogado deve ser informativa, discreta e com finalidade institucional. O artigo 4º define que é vedada a menção a valores de honorários e tabelas de preços. O artigo 5º proíbe o uso de linguagem que configure captação de clientela, mercantilismo ou promoção pessoal em desacordo com a ética profissional.

Cruzando com o artigo 34 da Lei 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia), que trata das infrações disciplinares, os seguintes comportamentos nos anúncios constituem infração: promessas de resultado ou êxito na causa (inciso IV), captação de clientela de forma direta e pessoal (inciso III) e uso de recursos humilhantes ou vexatórios para captar clientes.

Na prática, o que isso significa para a redação dos anúncios:


Permitido:
“Consultoria em direito do trabalho. Agende uma avaliação.”

Proibido: “Garantimos indenização máxima. Ligue agora e resolva seu processo.”

Permitido: “Advogado especializado em direito previdenciário. Atendemos em todo o Brasil.”

Proibido: “O melhor advogado previdenciário do Brasil. Resultado garantido.”

Permitido: “Escritório de advocacia tributária. Análise tributária completa para empresas.”

Proibido: “Honorários a partir de R$ 500. Parcele em até 12x.”


Todo anúncio deve conter o número de inscrição na OAB do advogado ou escritório responsável, conforme exige o artigo 7º do Provimento 205/2021. Esse dado aumenta a credibilidade e demonstra transparência perante o público e a própria OAB.


O Google Ads é o canal de tráfego pago com maior retorno para advogados que buscam clientes com intenção ativa de contratar. O motivo é técnico: diferentemente das redes sociais, onde o anúncio interrompe o usuário no meio de outra atividade, no Google o anúncio responde a uma busca que o próprio usuário iniciou. Essa distinção muda completamente a qualidade do contato gerado.

Quando alguém digita “advogado de família em São Paulo”, essa pessoa está em processo ativo de decisão. O anúncio que aparece naquele momento não é invasão, é resposta. Por isso o CPC (custo por clique) no segmento jurídico é alto, chegando a R$28 ou mais para termos comerciais diretos. O mercado paga mais porque o retorno justifica.

Existem três formatos principais de campanha no Google Ads relevantes para advogados:


Rede de pesquisa:
anúncios de texto que aparecem nos resultados do Google quando o usuário digita uma busca específica. É o formato com maior intenção comercial e o mais indicado para iniciar. A campanha de pesquisa captura clientes que já sabem o que precisam e estão comparando quem contratar.


Rede de display:
banners visuais exibidos em sites parceiros do Google. Útil para reconhecimento de marca e remarketing, ou seja, para reimpactar pessoas que já visitaram o site do escritório mas não converteram. Para advogados, o display funciona melhor como suporte à campanha de pesquisa, não como canal principal.

Performance Max: formato que em 2026 representa parcela crescente dos orçamentos de anúncios. Utiliza inteligência artificial para otimizar a exibição dos anúncios em todos os canais do Google (pesquisa, display, YouTube, Gmail, Maps) de forma simultânea. Para escritórios com orçamento acima de R$3.000 mensais e histórico de conversões, o Performance Max começa a superar campanhas tradicionais em eficiência. Para quem está começando, a recomendação é iniciar com a rede de pesquisa e migrar para Performance Max após acumular dados suficientes.

Palavras-chave para advogados: como escolher, o que evitar e a lista de negativos obrigatórios


A seleção de palavras-chave é a decisão técnica mais importante de qualquer campanha de Google Ads. Um erro aqui compromete todo o orçamento, independente de quantos outros acertos existam na campanha.

O primeiro conceito a dominar é a diferença entre palavras-chave informacionais e comerciais. Palavras informacionais são usadas por pessoas que buscam conhecimento: “o que é divórcio consensual”, “como funciona a aposentadoria por invalidez”, “diferença entre CLT e PJ”. Essas buscas não geram contratos. Palavras comerciais são usadas por pessoas prontas para contratar: “advogado divórcio consensual Curitiba”, “escritório advocacia trabalhista Belém”, “advogado previdenciário online”. Essas geram consultas.

O segundo conceito é a cauda longa. Termos genéricos como “advogado” têm volume enorme, mas atraem público amplo e não qualificado, com CPC elevado e conversão baixa. Termos específicos como “advogado trabalhista para rescisão sem justa causa em Fortaleza” têm volume menor, mas quem busca esse termo tem uma necessidade muito clara e está mais próximo de contratar.

Estrutura recomendada para grupos de anúncio por especialidade:


Direito trabalhista: “advogado trabalhista [cidade]”, “advogado rescisão indireta”, “advogado horas extras não pagas”, “advogado demissão por justa causa contestar”.

Direito de família: “advogado divórcio consensual [cidade]”, “advogado guarda de filhos”, “advogado pensão alimentícia”, “inventário extrajudicial advogado”.

Direito previdenciário: “advogado aposentadoria por invalidez”, “advogado benefício INSS negado”, “advogado BPC LOAS”, “recurso INSS advogado”.

Direito do consumidor: “advogado nome no SPC Serasa [cidade]”, “advogado dano moral”, “advogado plano de saúde negou cobertura”.

Lista de palavras-chave negativas obrigatórias para campanhas jurídicas:


“advogado gratuito”, “defensor público”, “advogado dativo”, “curso de direito”, “faculdade de direito”, “modelo de petição”, “modelo de contrato”, “OAB concurso”, “como passar na OAB”, “estágio advocacia”, “salário advogado”, “quanto ganha advogado”, “advogado pro bono”, “juizado especial sem advogado”, “como me defender sozinho”.

Adicionar esses negativos antes de ativar qualquer campanha evita gastar orçamento com estudantes, profissionais em busca de emprego e pessoas que não precisam contratar nenhum advogado.

Meta Ads para advogados: quando usar e como estruturar campanhas no Facebook e Instagram


O Meta Ads (Facebook e Instagram) funciona de forma diferente do Google Ads porque opera por interrupção, não por intenção. O usuário não está buscando um advogado quando vê o anúncio, ele está navegando no feed. Isso significa que o Meta Ads é melhor para construir autoridade, criar reconhecimento de marca e fazer remarketing do que para capturar clientes com urgência imediata.

Dito isso, o Meta Ads tem vantagens que o Google não oferece: segmentação por perfil demográfico, comportamento e interesse. Para advogados que atendem nicho específico de cliente empresarial, por exemplo, é possível segmentar por cargo (“sócio”, “CEO”, “diretor financeiro”), por setor de atividade e por nível de renda estimado. Para advogados trabalhistas que atendem pessoas físicas, é possível segmentar por faixa etária, escolaridade e comportamento de consumo.

A estrutura recomendada para campanhas no Meta Ads para advogados segue três camadas:


Topo de funil (reconhecimento): conteúdo educativo em formato de vídeo curto ou carrossel. Objetivo: apresentar a especialidade do advogado para quem ainda não o conhece. Nessa camada, o conteúdo não pode ter tom de captação. Exemplos: “3 direitos trabalhistas que a maioria dos trabalhadores não conhece”, “quando o plano de saúde é obrigado a cobrir o tratamento”.

Meio de funil (consideração): conteúdo que aprofunda a autoridade do advogado. Apresentação da especialidade, conteúdo técnico acessível. Objetivo: transformar quem já conhece o advogado em lead qualificado.

Fundo de funil (conversão): anúncios de remarketing para quem visitou o site mas não preencheu o formulário. Aqui o objetivo é direto: levar o contato qualificado para a página de agendamento ou formulário.

Uma regra prática sobre linguagem no Meta Ads para advogados: toda afirmação que você não faria em uma petição ou documento oficial não deve aparecer no anúncio. Se o texto soaria inapropriado em um contexto profissional formal, é provável que viole o Provimento 205/2021.

Quanto investir em tráfego pago: orçamentos realistas por estágio do escritório

Quanto investir em tráfego pago: orçamentos realistas por estágio do escritório

 

Uma das perguntas mais frequentes de advogados que estão começando a anunciar é quanto investir. A resposta depende do estágio do escritório, da especialidade e do custo por clique das palavras-chave da área de atuação.

 

Advogados iniciantes ou em fase de validação: o investimento mínimo recomendado para coletar dados suficientes para otimização é de R$1.500 a R$2.500 mensais, divididos entre Google Ads (prioridade) e Meta Ads (suporte). Abaixo desse valor, a campanha não gera volume suficiente de dados para ser otimizada com precisão.

 

Escritórios em fase de crescimento: o referencial de mercado para escritórios que querem crescer de forma consistente é alocar entre 8% e 12% da receita bruta mensal em marketing digital, incluindo tráfego pago, produção de conteúdo e gestão. Para um escritório com faturamento de R$20.000 mensais, isso representa entre R$1.600 e R$2.400 de investimento em mídia paga.

 

Escritórios em fase de escala: acima de R$5.000 mensais em mídia paga, faz sentido segmentar campanhas por especialidade, testar Performance Max e investir em ferramentas de automação de atendimento para garantir resposta rápida aos leads gerados.

 

No segmento jurídico, o custo por lead qualificado varia entre R$15 e R$80 dependendo da especialidade, da cidade e da qualidade da landing page. Direito do consumidor e direito trabalhista tendem a ter custo por lead menor. Direito empresarial e tributário tendem a ser mais caros por lead, mas com ticket de honorários maior.

Landing page para advogados: por que o destino do anúncio define o resultado

 

Um anúncio bem configurado que leva para uma página genérica desperdiça orçamento. A landing page (página de destino) é onde a conversão acontece ou deixa de acontecer. Para advogados, existem princípios específicos que fazem a diferença entre uma página que gera consultas e uma que apenas recebe visitas.

 

O primeiro princípio é a correspondência de mensagem: o que está escrito no anúncio deve corresponder exatamente ao que está na página de destino. Se o anúncio diz “consultoria em direito trabalhista para rescisão indireta”, a landing page deve tratar especificamente desse tema, não de advocacia trabalhista em geral. A quebra de expectativa entre anúncio e página é a principal causa de abandono.

 

O segundo princípio é a clareza da ação: a landing page deve ter um único objetivo. Não é o lugar para mostrar todo o portfólio do escritório ou listar todas as especialidades. É o lugar para converter o visitante em contato qualificado. Um formulário simples (nome, telefone, descrição breve do caso) e um CTA claro são mais eficazes que páginas longas com múltiplas opções.

 

O terceiro princípio é a velocidade: dados do Google indicam que 53% dos visitantes abandonam páginas que demoram mais de 3 segundos para carregar em dispositivos móveis. Para advogados que investem em tráfego pago e têm a maior parte do tráfego vindo de celulares, uma página lenta é dinheiro perdido diretamente no orçamento de mídia.

 

O quarto princípio é a conformidade com o Provimento 205/2021: a landing page faz parte da publicidade do advogado. Tudo o que é proibido no anúncio também é proibido na página de destino. Promessas de resultado e linguagem mercantilista na landing page também configuram infração ética.

Tráfego pago integrado ao SEO e ao GEO: o sistema completo de geração de clientes

 

O erro mais comum entre advogados que começam a anunciar é tratar o tráfego pago como estratégia isolada. Campanhas pagas sem estrutura orgânica são mais caras, menos eficientes e completamente dependentes do orçamento contínuo. No momento em que o investimento para, o fluxo de contatos para junto.

A estratégia correta integra três camadas:

 

SEO (Search Engine Optimization): artigos técnicos de profundidade real, com citações legais, dados verificáveis e foco em palavras-chave de busca orgânica. O SEO constrói autoridade ao longo do tempo, reduz o custo por clique das campanhas pagas (porque aumenta o Quality Score do Google Ads) e gera tráfego constante sem custo direto por visita.

 

Tráfego pago: complementa o SEO com visibilidade imediata para termos de alta intenção comercial. Funciona especialmente bem para especialidades em que o escritório ainda está construindo autoridade orgânica ou para regiões onde a concorrência orgânica é muito alta.

 

GEO (Generative Engine Optimization): a camada mais nova e ainda ignorada pela maioria das agências. GEO é a estratégia de otimização de conteúdo para aparecer nas respostas geradas por inteligência artificial, como ChatGPT, Perplexity e Gemini. Em 2026, uma parcela crescente dos usuários começa a busca jurídica nesses sistemas antes de ir ao Google. Advogados com estratégia de GEO ativa aparecem nas respostas dessas ferramentas quando o usuário pergunta “qual advogado trabalhista é referência em [cidade]” ou “como funciona a recuperação de créditos tributários”.

Nenhum dos 20 maiores concorrentes no segmento de marketing jurídico no Brasil oferece GEO como parte da estratégia padrão. O Marketing para Advogados Brasil é a única consultoria que integra SEO, tráfego pago e GEO como sistema único, com método documentado e auditável.

Checklist de compliance OAB para anúncios jurídicos

 

Este checklist deve ser aplicado a todos os anúncios, landing pages e criativos visuais antes da publicação. Cada item representa um risco real de processo ético disciplinar se ignorado.


Número de inscrição na OAB visível: o anúncio ou a landing page de destino exibe o número de inscrição? Exigência do artigo 7º do Provimento 205/2021.

Ausência de promessas de resultado: o texto contém expressões como “garantimos”, “você vai ganhar”, “resultado certo”, “êxito assegurado”? Se sim, remover. Viola o artigo 34, inciso IV, do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994).

Ausência de linguagem mercantilista: o texto usa expressões como “preço especial”, “promoção”, “desconto”, “oferta limitada”? Se sim, remover. Viola o Provimento 205/2021, Anexo Único.

Ausência de superlativo comparativo: o texto contém “melhor advogado”, “número 1 em”, “maior escritório”? Se sim, remover. Viola o Provimento 205/2021, Anexo Único.

Ausência de menção a honorários: o texto cita valores, parcelamento ou tabelas de preço? Se sim, remover. Viola o artigo 4º do Provimento 205/2021.


Ausência de captação direta: o CTA usa expressões como “me contrate agora”, “contrate o melhor advogado”? Se sim, substituir por “agende uma avaliação”, “fale com nosso escritório”, “saiba como podemos ajudar”. Viola o artigo 34, inciso III, do Estatuto da Advocacia.


Ausência de depoimentos com identificação de caso: há relatos de clientes com identificação do processo, do resultado obtido ou de valores recebidos? Se sim, remover. Viola o artigo 7º, inciso XIX, do Estatuto da Advocacia (sigilo profissional).

Finalidade informativa: o conjunto do anúncio e da landing page tem caráter informativo sobre a especialidade do advogado, ou tem caráter predominantemente comercial como produto de varejo? A publicidade jurídica deve ser a primeira opção.

Erros que fazem advogados perderem dinheiro em tráfego pago


A análise de campanhas recorrentemente mal configuradas no segmento jurídico revela padrões de erro que se repetem independente do tamanho do escritório.

 

Anunciar para palavras-chave genéricas demais: comprar o termo “advogado” sem qualificadores geográficos ou de especialidade resulta em alto custo e baixíssima conversão. O tráfego de intenção real está nas caudas longas.

 

Não configurar palavras-chave negativas antes de ativar: sem a lista de negativos, a campanha começa imediatamente a consumir orçamento com estudantes de direito, buscadores de emprego e pessoas que querem defensor público. O dano é imediato e silencioso.

 

Direcionar todos os anúncios para a página inicial do site: a home de um escritório não é uma landing page. Ela tem múltiplos links, múltiplos objetivos e nenhuma clareza de ação. O visitante que vem de um anúncio sobre direito trabalhista e cai na home do escritório abandona a página sem converter.

 

Não monitorar campanhas com frequência suficiente: campanhas de Google Ads para advogados exigem revisão semanal nas primeiras 4 semanas. Deixar rodando sem análise é o caminho mais curto para desperdiçar o orçamento inteiro antes de qualquer otimização.

 

Confundir cliques com resultados: a métrica que importa não é o número de cliques nem o volume de visitas. É o número de contatos qualificados gerados, ou seja, pessoas que preencheram o formulário ou ligaram com uma necessidade jurídica concreta.

 

Responder o lead com demora: leads jurídicos gerados via tráfego pago que não recebem resposta em até 30 minutos têm taxa de conversão significativamente menor. O cliente em situação de urgência jurídica vai contatar o próximo escritório da lista enquanto espera.

Quanto tempo leva para ver resultados com tráfego pago na advocacia

 

O tráfego pago oferece resultados mais rápidos que o SEO orgânico, mas a velocidade depende de variáveis que o advogado precisa entender antes de investir.

 

Semanas 1 e 2: fase de aprendizado do algoritmo. O Google e o Meta levam tempo para identificar quais perfis de usuário têm mais probabilidade de converter. Nessa fase, o custo por lead tende a ser mais alto e os primeiros contatos podem não ser os mais qualificados. É normal e esperado.

 

Semanas 3 e 4: início de otimização. Com dados suficientes de cliques e comportamento, é possível pausar termos que consomem orçamento sem converter, ajustar lances e refinar a segmentação. O custo por lead começa a cair.

 

Meses 2 e 3: estabilização. Campanhas bem configuradas e otimizadas entram em ritmo regular de geração de contatos. O custo por lead se estabiliza e é possível projetar quantos contatos qualificados um determinado orçamento gera por mês.

 

A partir do mês 4: escala ou ajuste de estratégia. Com dados acumulados, a decisão é escalar o que funciona, testar novos formatos ou ajustar o mix entre Google Ads e Meta Ads conforme o perfil dos leads gerados.

 

Tráfego pago sem site profissional e sem processo de atendimento estruturado é investimento com retorno comprometido desde o início. O anúncio leva o cliente até a porta. O site e o atendimento decidem se ele entra ou vai embora.

Tráfego pago por especialidade jurídica: estratégias específicas para cada área

 

Cada especialidade jurídica tem um comportamento de busca diferente, um nível de urgência diferente e um perfil de cliente diferente. Uma campanha genérica de “advogado” não performa bem em nenhuma especialidade porque não conversa com nenhum cliente específico.

 

Direito trabalhista: é a especialidade com maior volume de busca com intenção imediata no Brasil. O cliente geralmente acaba de ser demitido ou está em conflito ativo com o empregador. As palavras-chave de maior conversão são específicas à situação: “advogado demissão por justa causa”, “advogado FGTS não depositado”, “advogado horas extras não pagas [cidade]”. O tempo de resposta ao lead é crítico nessa especialidade porque o cliente tem urgência real.

 

Direito previdenciário: especialidade com volume crescente, especialmente após 2020. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE aponta crescimento consistente da população com 60 anos ou mais, o que amplia o mercado de benefícios previdenciários. O cliente previdenciário frequentemente teve benefício negado pelo INSS e está buscando recurso. Palavras de maior intenção: “advogado benefício INSS negado”, “advogado BPC LOAS [cidade]”, “advogado aposentadoria especial”.

 

Direito de família: especialidade com alto componente emocional na busca. O cliente está em momento de vulnerabilidade. O conteúdo dos anúncios precisa transmitir segurança e competência, sem explorar o estado emocional do cliente, o que além de antiético é proibido pelo artigo 5º do Provimento 205/2021. Palavras de conversão: “advogado divórcio consensual [cidade]”, “advogado guarda compartilhada”, “advogado inventário extrajudicial”.

 

Direito do consumidor: especialidade com custo por lead menor e volume considerável. O cliente frequentemente está com nome negativado indevidamente, sofreu dano moral ou teve produto entregue incorretamente. Palavras de conversão: “advogado nome no SPC indevido”, “advogado dano moral [cidade]”, “advogado plano de saúde negou cirurgia”.

 

Direito tributário e empresarial: especialidade com menor volume de busca direta e maior ticket de honorários. O cliente é geralmente empresário ou gestor financeiro, com tomada de decisão mais racional e processo de pesquisa mais longo. Aqui o Meta Ads com segmentação por cargo e setor de atividade funciona melhor que o Google Ads para topo de funil. O Google Ads entra para fundo de funil: “consultoria tributária para empresas [cidade]”, “advogado recuperação de crédito tributário”, “planejamento tributário para empresas”.

Métricas que importam no tráfego pago jurídico

 

Monitorar as métricas certas é o que separa um gestor de campanha de alguém que apenas gasta dinheiro em anúncios. Para advogados, as métricas de vaidade (impressões, cliques totais, alcance) dizem pouco sobre o retorno real do investimento.

As métricas que realmente importam:

 

Custo por lead qualificado (CPL): quanto o escritório pagou, em média, para cada contato que preencheu o formulário ou ligou com uma necessidade jurídica real. Essa é a métrica central de eficiência de campanha.

 

Taxa de conversão da landing page: percentual de visitantes que chegaram à página de destino e realizaram a ação esperada. Uma landing page bem construída para advocacia deve converter entre 5% e 15% dos visitantes qualificados.

 

Taxa de conversão de lead em consulta: quantos dos contatos gerados viraram agendamentos reais. Essa métrica revela a qualidade dos leads e a eficiência do processo de atendimento do escritório.

 

Taxa de conversão de consulta em cliente: quantas consultas resultaram em contratação. É o que define se o investimento em tráfego pago faz sentido economicamente.

Quality Score (Google Ads): nota de 1 a 10 que o Google atribui às palavras-chave com base na relevância do anúncio, da landing page e do histórico de CTR. Quanto maior o Quality Score, menor o custo por clique pago. Investir em SEO e em landing pages de qualidade eleva o Quality Score e reduz o custo das campanhas pagas ao longo do tempo.

Um site profissional otimizado para SEO e para tráfego pago é a base que multiplica o retorno de qualquer campanha. Conheça como o Marketing para Advogados Brasil estrutura sites jurídicos que convertem e geram autoridade de verdade.

Você quer saber exatamente quanto investir, quais palavras-chave funcionam para sua especialidade e como estruturar uma campanha que respeita o Provimento 205/2021 sem abrir mão de resultados? A auditoria gratuita do Marketing para Advogados Brasil analisa o seu cenário digital atual e entrega um diagnóstico com as ações prioritárias.

 

Perguntas frequentes sobre tráfego pago para advogados

Sim. O Provimento 205/2021 da OAB, publicado pelo Conselho Federal, autorizou expressamente o uso de plataformas digitais pagas, incluindo Google Ads e redes sociais. O que a OAB exige é que a publicidade tenha caráter informativo e institucional, sem promessas de resultado, sem menção a honorários e sem linguagem mercantilista. O número de inscrição na OAB deve estar visível no material publicitário, conforme exige o artigo 7º do mesmo Provimento.

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